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domingo, 13 de junho de 2010

ALZHEIMER DE INÍCIO PRECOCE

Descobertas abrem portas para o desenvolvimento de novos tratamentos deste tipo da doença neurológica



Foto: Divulgação/Health
Mutações no gene presenilin 1 causam o Alzheimer de início precoce
Mutações no gene presenilin 1 causam o Alzheimer de início precoce

Os pesquisadores da New York University, nos Estados Unidos descobriram como as mutações no gene presenilin 1 causam o Alzheimer de início precoce. A descoberta abre portas para o desenvolvimento de novos tratamentos deste tipo de doença neurológica.

O gene presenilin é mais comumente associado com o início precoce da forma familial da doença de Alzheimer, que corre nas famílias e pode atacar as pessoas em seus 30 anos. O gene foi descoberto 15 anos atrás, mas até agora ninguém entendeu as mutações no gene causador da doença.

A equipe de pesquisa, liderada por Ralph Nixon, descobriu que o gene presenilin desempenha uma função crucial que permite que as células biológicas digiram proteínas indesejadas e é essencial para a sobrevivência das células cerebrais. As mutações, eles relatam, interrompem o processo de reciclagem das proteínas celulares, matando as células nervosas.

"Em modelos do rato com doença de Alzheimer e em células da pele de pacientes com a doença causada por mutações presenilin, observamos que a capacidade de quebrar e reutilizar as proteínas normais e eliminar potencialmente proteínas tóxicas e organelas danificadas está gravemente prejudicada", disse Nixon. "O prejuízo pode matar as células nervosas e a perda de neurônios não parece ser dependente de beta amilóide, uma proteína encontrada em placas que formam no cérebro dos pacientes.

"A maior parte do desenvolvimento de drogas para a doença de Alzheimer tem sido focada na eliminação de amilóide no cérebro", explicou Nixon. "Nossas constatações sugerem fortemente que existem caminhos alternativos que podem ser direcionados também. Por exemplo, as terapias podem ser destinadas a consertar o mecanismo celular que elimina proteínas tóxicas antes que danifiquem ao cérebro."

"Atualmente, não existe tratamento eficaz para retardar ou impedir a progressão da doença de Alzheimer. Há necessidade urgente de se ver a doença de Alzheimer como multi-fatorial e de aproximar o tratamento a partir dessa perspectiva", concluiu o pesquisador.

Fonte: Isaude.net

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