"TODA SOCIEDADE SE AFERRA A UM MITO E VIVE POR ÊLE. O NOSSO MITO É O DO CRESCIMENTO ECONÔMICO"- Tim Jackson

quinta-feira, 29 de abril de 2010

COMBATE À INFLAÇÃO E MIGRAÇÃO DO EMPREGO




29.04.2010
A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje, em Ribeirão Preto (SP), que o aumento da taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, decidida ontem pelo Banco Central, foi uma demonstração de responsabilidade. “Você não pode ter inflação, mas estabilidade de preços. E isso significa que nós não vamos ser complacentes com a inflação em momento nenhum. Esse compromisso é o meu também”, afirmou Dilma Rousseff em entrevista coletiva, durante visita à Feira Internacional de Tecnologia Agrícola (Agrishow).

Segundo ela, a taxa de juros em 9,5% ao ano não vai prejudicar o nível de crescimento da economia brasileira, que deve superar 5% em 2001. Dilma avaliou que a campanha eleitoral tampouco será afetada. “Ninguém vai fazer malabarismos para ganhar a eleição. O Brasil está maduro. Diante do momento eleitoral, é preciso agir com coragem e transparência.”

Dilma foi aplaudida quando reiterou o respeito à legalidade. Para ela, a relação do governo com os movimentos sociais deve ser baseada no diálogo. “Não acho razoável a invasão de terras. Não pretendo compactuar com qualquer ato ilegal. A ilegalidade não pode ser premiada. Mas também não acho correta uma atitude violenta contra os movimentos”, afirmou.

Na visita a Agrishow, Dilma Rousseff defendeu a adoção de políticas públicas que incentivem a produção agrícola, destacando o programa Mais Alimentos, que oferece até R$ 100 mil aos pequenos produtores rurais interessados na compra de máquinas e equipamentos agrícolas. “É preciso garantir que a cadeia inteira seja capaz de gerar emprego, renda e desenvolvimento”, disse.

Um total de 25 mil pequenos produtores rurais teve acesso a máquinas e tratores com a política de crédito oferecida pelo governo federal. Pelo programa Mais Alimentos, o agricultor tem até dez anos para pagar a compra do equipamento, com carência de três anos e juros de 2% ao ano.

Dilma ressaltou a liderança da região de Ribeirão Preto na produção de etanol, uma das apostas do governo federal. “O etanol era um setor que nós tínhamos uma inequívoca superioridade, protagonismo e superioridade. Mais do que a nunca a importância do etanol se comprova. Sabemos que o Brasil consome mais etanol que gasolina no que se refere aos veículos leves”, defendeu.

CATEGORIAS: DILMA, ECONOMIA, LULA

29.04.2010
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para uma forte redução das taxas de desemprego no país a partir de 2003. Desde então, a massa de trabalhadores fora do mercado caiu aproximadamente quatro pontos percentuais, passando de 10,9% em 2003 para 6,8% em 2009. Atrelado à redução das taxas de desemprego está o fenômeno da “interiorização do emprego” observado no governo Lula. Hoje, foi divulgado que o mês passado teve a MENOR TAXA DE DESEMPREGO EM MARÇO DESDE 2002.

Segundo o Ministério do Trabalho, cidades como Barueri (SP) e Uberlândia (MG) ficaram à frente de Porto Alegre e Rio de Janeiro na criação de postos de trabalho nos setores público e privado entre dezembro de 2000 e março de 2010, por exemplo. Macaé (RJ) viu subir de 37 mil para 102 mil o número de vagas. Em Joinvile (SC), passou de 103 mil para 177 mil o número de postos de trabalho. Já em Aparecida de Goiânia (GO), as vagas subiram de 40 mil para 92 mil. Em Lauro de Freitas (BA), cresceram de 43 mil para 84 mil. No município de Serra (ES), o número de postos de trabalho passou de 47 mil para 109 mil.

“Hoje, falta mão de obra qualificada nas capitais, porque o trabalhador encontra emprego na sua cidade”, explica o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. Ele avalia ainda que a melhora na renda, por meio do Bolsa Família, e a diversificação dos investimentos, por meio do Programa de Aceleração de Crescimento, elevou o nível de emprego também no Nordeste.

Segundo os números do Ministério do Trabalho, Fortaleza, Salvador e Natal estão entre as cidades que mais geraram emprego nos últimos dez anos. Na capital cearense, o número de postos de trabalho saltou de 414 mil para 657 mil. Em Salvador, as vagas aumentaram de 578 mil para 761 mil, enquanto em Natal, o crescimento foi de 179 mil para 283 mil.

“Não há mais uma concentração de trabalhadores no eixo Sul-Sudeste. Parte da mão de obra vinha do Nordeste. Agora, com o PAC, os trabalhadores podem ficar por lá”, avalia o presidente da CUT


CATEGORIAS: ECONOMIA, TRABALHO, INFRAESTRUTURA

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