
28.04.2010
Dilma tem almoço com prefeitos da região de Ribeirão Preto
Dilma visita Ribeirão Preto
Emprego tem crescimento acentuado desde 2003
Brizola Neto denuncia ataques e baixarias na internet
Dilma no Congresso Nacional dos Sindicatos dos Transportadores Autônomos de Carga
Dilma fala em coletiva
Dilma discursa para caminhoneiros
Dilma participa de
Pesquisas que hoje demoram meses para serem concluídas, a partir de agora poderão ser realizadas em poucas semanas. Essa é promessa do supercomputador adquirido pelo Laboratório de Computação Científica (LCC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A máquina foi inaugurada no início de março, mas ainda está em fase de testes e instalação de programas. Enquanto isso, alguns pesquisadores da Universidade já planejam como podem usar o equipamento em seus projetos.
Um deles é o professor Eduardo Tarazona, do Laboratório de Diversidade Genética Humana do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Ele acredita que a máquina poderá aumentar o protagonismo da UFMG em grande projeto de epidemiologia desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e grupos de pesquisa da USP, UFBA e Universidade Federal de Pelotas.
Denominado de Epigem Brasil, o computador vai analisar cerca de 90% do genoma de oito mil brasileiros para descobrir quais pontos aumentam ou diminuem as chances de esses indivíduos desenvolverem doenças cardiovasculares, neurovegetativas e asma, entre outras. " Para cada um desses oito mil indivíduos, temos que fazer cerca de um milhão de testes estatísticos relacionados a cada doença" , afirma.
O grupo cujo genoma será analisado vem sendo acompanhado pelo Ministério da Saúde há dez anos. As informações clínicas coletadas serão agora cruzadas com os dados obtidos pelo projeto Epigem. " Para isso o supercomputador da UFMG será de grandíssima utilidade, porque vai permitir fazer em poucos dias cálculos que poderiam demorar um ano se feitos em um conjunto pequeno de computadores normais" , explica Tarazona.
Segundo o pesquisador, a Fiocruz e a USP já contam com máquinas superpotentes, por isso o equipamento instalado no LCC vai permitir melhor participação da UFMG no projeto. A expectativa é que a conclusão da pesquisa ajude no desenvolvimento de vacinas. " O sistema imunológico é muito variável, e para estudá-lo é preciso fazer muitas comparações, muitos cálculos" .
Tarazona diz que o supercomputador também vai beneficiar projetos de sequenciamento completo do genoma de alguns organismos. A técnica é semelhante à montagem de um quebra-cabeça: primeiro é preciso dividir o genoma em partes muito pequenas, para que seja possível ler pedaços do DNA. Em seguida é preciso reconstruí-lo a partir dessas pequenas partes. " Sem um computador como esse do LCC não é possível montar um genoma" , completa.
O doutorando em Química Geison Voga também comemora a chegada do supercomputador à UFMG. Sob orientação do professor do Departamento de Química do Icex e vice-diretor do LCC, Jadson Belchior, sua tese contempla a investigação de processos metabólicos em organismos. " Nosso estudo é sobre cinética: a que velocidade as reações acontecem. Normalmente, temos uma enzima e um substrato reagindo dentro de uma organela, como uma mitocôndria, e precisamos medir o tempo que essa reação vai demorar" , explica.
Voga desenvolveu um modelo para estudar essas rotas metabólicas - uma espécie de mapa para entender como as enzimas reagem entre si. Para fazer uma simulação com a bactéria E. colli, um dos organismos mais simples que existem, foram gastas cerca de 469 horas, em um conjunto de seis computadores. " Com a estrutura que temos atualmente, optamos por simplificar o problema, usando um modelo menos complexo" , afirma.
O doutorando diz que, para fazer o mesmo cálculo em uma mitocôndria humana, por exemplo, o tempo gasto seria muito maior. Com a máquina do LCC, a pesquisa poderá ser ampliada. " Vamos supor que com dois dias seja possível terminar uma simulação, seria fantástico. Daria para estudar mitocôndrias de vários organismos, outras organelas. Com um mês daria para fazer muita coisa" .
De acordo com Geison, a conclusão do estudo pode contribuir, entre outras coisas, para otimizar doses de fármacos. " No caso de uma droga que consegue impedir o funcionamento de uma enzima, com essa simulação poderemos avaliar o tempo que vai durar a inibição e determinar a frequência de aplicação da droga" , esclarece.
Configuração
Com 848 processadores, de dois megabytes cada, e disco rígido de 40 terabytes, o supercomputador da UFMG é o maior do Brasil utilizado para fins acadêmicos e custou cerca de R$ 800 mil. O coordenador do LCC, Márcio Bunte, diz que a escolha do equipamento foi feita por uma comissão designada pela Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade, que levantou a demanda da comunidade acadêmica por meio de questionários.
Apesar de reconhecer o alto desempenho da máquina, o vice-diretor do Laboratório, Jadson Belchior, diz que o equipamento já está " obsoleto" , pois hoje seria possível comprar um computador com mais processadores pelo mesmo preço. A preocupação de Belchior, no entanto, é que haja uma competição entre os grupos de pesquisa da Universidade para utilizar o supercomputador. " Temos uma máquina de altíssimo desempenho, mas se todos os grupos forem utilizá-la simultaneamente pode ser que ela se torne lenta" , argumenta.
O supercomputador está instalado no Centro Regional do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad) do Ministério de Ciência e Tecnologia, vinculado ao Laboratório de Computação Científica (LCC) do ICEx.
28.04.2010
O Ministério da Saúde vai incluir mais dois medicamentos no programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do governo federal com drogarias comerciais que vendem remédios por um preço mais em conta: com até 90% de desconto. A partir de maio, os estabelecimentos conveniados estão autorizados a oferecer sinvastatina, usada no tratamento da dislipidemia (colesterol ruim), e a insulina regular para o diabetes. A portaria que determina a inclusão dos remédios foi assinada nesta segunda-feira (26) pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
O investimento do Ministério para garantir a venda dos dois medicamentos nas drogarias parceiras será de R$ 44,6 milhões ao longo deste ano. " Estamos ampliando o acesso a remédios essenciais para tratar doenças crônicas e frequentes na população. É mais uma forma de assegurar o atendimento integral à saúde do paciente, reduzindo os custos para ele" , enfatiza o ministro.
A inclusão dos medicamentos é anunciada por ocasião do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. A sinvastatina reduz o nível de colesterol ruim e triglicerídeos, melhorando o fluxo sanguíneo. Isso diminui o risco de hipertensão arterial, de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e de infarto.
" A comunidade científica reconhece a eficácia da sinvastatina na prevenção de problemas cardiovasculares e mortes. O uso dessa medicação também reduz o desenvolvimento de novas lesões em pacientes com doenças cardíacas" , explica o ministro José Gomes Temporão.
Com a assinatura da portaria, o elenco do programa passa a contar com 14 medicamentos. Atualmente, já são oferecidos remédios contra diabetes, além de anti-hipertensivos e anticoncepcionais. O Brasil possui 11.905 drogarias conveniadas, com uma cobertura populacional de 118 milhões de brasileiros.
O Ministério da Saúde enfrenta o avanço da hipertensão por meio da ampliação no acesso a anti-hipertensivos e ações de prevenção e promoção da saúde. Nos últimos três anos, o número estimado de pessoas que compraram esse tipo de medicamento pela rede Aqui Tem Farmácia Popular cresceu 78%. Em 2007, 1,5 milhões de pacientes adquiriram anti-hipertensivo mais barato nas drogarias conveniadas. No ano passado, o número de pessoas beneficiadas com o desconto ao comprar o remédio subiu para 2,8 milhões.
O programa Aqui Tem Farmácia Popular oferece medicamentos com cinco princípios ativos para tratar a hipertensão: maleato de enalapril 10 mg, atenolol 25 mg, captopril 25mg, hidroclorotiazida 25 mg e cloridrato de propranolol 40 mg. O Brasil possui 11.905 drogarias conveniadas ao programa.