A obesidade progride de maneira inquietante na França.Os estudos foram realizados pela TNS Healthcare e financiados pelo Laboratório Roche.A avalanche de dados estatísticos foi apresentada pela Dra. Marie-Aline Charles e pelo Dr. Arnaud Basdevant, nutricionista do Hospital Pitié Salpêtriére,Paris, que coordena as pesquisas desde 1997.
Em 2009, 32% dos indivíduos acima de 18 anos- cerca de 14 milhões de pessoas- estavam com sobrepeso e 14,5%- 6,5 milhões de pessoas- preenchiam os critérios de obesidade.Desde a primeira edição do ObEpi(Epidemiologia da Obesidade), há doze anos,a proporção de obesos na população francesa tem se elevado de modo regular saltando de 8,5%-1997- para 14.5%- 2009. A frequência de obesidade severa( IMC maior do que 35), passou de 1,5% para 3,9% êste ano.Em média cada francês engordou 3,1 kg e sua circunferência abdominal aumentou 4,7 cm.
A coleta de dados é feita desde 1997, com periodicidade de três anos e com a mesma metodologia.Os dados são declarativos. Os participantes não são examinados por profissionais de saúde, mas respondem a questionários onde citam seu peso, sua estatura e sua cirunferência abdominal. Os dados mostram que as mulhefres são mais atingidas que os homens-15,1% contra 13,9%. O outro fator de desigualdade é de natureza geográfica. Na região Norte, que detém o recorde nacional, para cada cinco adultos, um está obeso.Mas como já foi mostrado por outras enquetes epidemiológicas, o nível sócio econômico exerce um papel crucial. Constantemente, desde 1997, a enquete ObEpi, ressalta que a obesidade é inversamente proporcional ao nível de instrução e à renda familiar. Os números são esclarecedores: em 2009,a taxa de obesidade foi de 22% no grupo de renda familiar na faixa de E$ 900,00 mensais; inversamente, na faixa de E$5.300 mensais , a frequência de obesos chega a 6%.
Os médicos e nutricionistas continuam insistindo numa cultura de emagrecimento e no estímulo à realização de atividades físicas orientadas e adoção de hábitos alimentares saudáveis,tais como aumento do consumo de frutas e legumes.
Fonte Le Figaro fr.
Evolution de la part de la population adulte obèse entre 1997 et 2006 selon les revenus mensuels du foyer | |||
1997 (en %) | 2006 (en %) | Ecart | |
Moins de 900 euros | 12,1 | 18,8 | 6,7 |
De 900 à 1 200 euros | 11,4 | 18,0 | 6,6 |
De 1 201 à 1 500 euros | 10,1 | 16,1 | 6,0 |
De 1 501 à 1 900 euros | 8,6 | 15,2 | 6,6 |
De 1 901 à 2 300 euros | 7,2 | 11,8 | 4,6 |
De 2 301 à 2 700 euros | 7,0 | 11,6 | 4,6 |
De 2 701 à 3 000 euros | 6,8 | 10,1 | 3,3 |
De 3 001 à 3 800 euros | 4,9 | 9,0 | 4,1 |
De 3 801 à 5 300 euros | 4,9 | 6,6 | 1,7 |
5 301 euros et plus | 4,3 | 5,4 | 1,1 |
Total | 8,2 | 12,4 | 4,2 |
Source : Enquête Obépi, 23 747 individus de 15 ans et plus |
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