"TODA SOCIEDADE SE AFERRA A UM MITO E VIVE POR ÊLE. O NOSSO MITO É O DO CRESCIMENTO ECONÔMICO"- Tim Jackson

terça-feira, 24 de novembro de 2009

FOTOS ETÉREAS DE ARCO-ÍRIS



A natureza é cheia de surpresas belas e agradáveis e a prova disso é a matéria a seguir sobre arco-íris lunar ou moonbow, em inglês. Sorte de quem pôde admirar ao vivo, mais sorte ainda de quem está adequadamente equipado para fotografá-lo, o que é difícil que as fotos dependem da luz.

Esse fenômeno acontece em certas localidades quando o arco-íris é gerado pela luz da lua. Basicamente é formado quando os raios de luz atravessam as gotículas de água suspensas no ar. É claro que esse arco-íris lunar não é causado pela luz direta do sol, mas por aquela é refletida pela lua.

Antes de sair exclamando “Photoshop!” nos comentários, lembre-se que a aparência etérea destas fotos, principalmente daquelas com água corrente, vem da necessidade de manter o obturador da câmera aberto por vários minutos para poder capturar as tênues luzes da noite.


Não é de hoje que as pessoas têm observado os raios lunares, isso data desde a época de Aristóteles – e sem dúvida, muito antes – mas em uma pesquisa é a primeira vez que alguém calcula datas e horas precisas de sua aparição. Agora é esperar que possamos algum dia apreciar essa maravilha da natureza.

Para explicar a experiência do homem com os raios lunares, é necessário citar o naturalista e pioneiro ambientalista John Muir, que em um resumo de seu livro de 1912, O Yosemite, descreve: “Este grande arco de cor, brilhando de uma forma suave, de uma beleza simétrica quase sobrenatural em um grande lugar com as sombras da noite, e entre a torrente e o bramido tumultuoso e elegante dessa queda de voz de trovão, e uma das mais impressionantes e mais belas e abençoadas montanhas evangélicas

Fonte Hypescience

Já que falamos de política,atividade humana essencial, por que não deleitar-nos com esta belas imagens? oldecir.

DESENCONTROS DA SUCESSÃO 2010.


Encontro entre Aécio e Ciro sinaliza união em 2010

Pré-candidatos avaliam possibilidades de um cenário sucessório ainda indefinido

Com o objetivo de fortalecerem suas pré-candidaturas à Presidência em 2010, o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) se reuniram em Belo Horizonte, numa clara sinalização de um possível acordo. O mineiro, que disputa a indicação para presidenciável tucano com o paulista José Serra, não esconde de ninguém que está insatisfeito com a demora na definição do partido e o encontro pode representar um impulso em sua candidatura.

“Eles estão sempre avaliando a possibilidade de estarem juntos”, disse o secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), aliado de Aécio, explicando que ainda há espaço para o diálogo com o PSB, já que o quadro sucessório ainda não está totalmente fechado.

O flerte entre o governador de Minas e o deputado pelo Ceará é antigo e lideranças mineiras do PSB ainda alimentam a esperança de uma dobradinha Ciro-Aécio no próximo ano. “Vejo qualquer entendimento nessa direção com muita simpatia para o PSB, especialmente tendo à frente Aécio ou Ciro Gomes”, disse Mário Assad Júnior, secretário municipal de Assuntos Institucionais.

Fonte: acheiUSA.com-24/11/2009


Ciro Ferreira Gomes é advogado e nasceu em Pindamonhangaba /SP no dia 6 de novembro de 1957. Educou-se e viveu no Ceará a maior parte dos seus intensos anos de vida.Elegeu-se deputado Estadual pelo PDS(partido de sustentação do regime militar) em 1982, deixando-o em 1984 e filiando-se ao PMDB. Participou do Movimento Diretas Já. Em 1986 reelegeu-se deputado estadual e , em 1988, foi consagrado como Prefeito de Fortaleza permanecendo no cargo até 1990 quando se elegeu Governador do Ceará, pelo PSDB. A avaliação deste mandato foi consagradora. Em 1995, após ter sido Ministro da Fazenda de Itamar Franco por três meses vai para Harvard estudar Economia.Ingressa no PPS em 1997 e obtém o terceiro lugar nas eleições de 1998. Migra, mais uma vez de partido, e ingressa no PSB, pelo qual exerce o mandato de deputado federal e pretende ser candidato a Presidente da República ancorado na transcendental imagem do presidente Lula.

Personalidade forte,culto,experiente e bom de oratória, tem obtido bons índices de aceitação nesta pré-avaliação dos presidenciáveis. Num cenário sem o Governador Serra êle consegue bater a pré-candidata do Planalto. O Instituto Sensus lhe confere 25% de intenções de votos contra 21% da candidata de Lula. Num confronto com Serra, êle fatura 17% das intenções, números que atrapalham os planos do guru petista. Está com toda corda. Esperemos para avaliar melhor.

oldecir marques





BIOTECNOLOGIA E SEGURANÇA NACIONAL


Vacinas mais baratas e em maior quantidade

23/11/2009

Por Fábio Reynol

Agência FAPESP – Um subproduto da fabricação da vacina da coqueluche promete aumentar a produção de vacinas no Brasil e ainda baratear consideravelmente os custos. A descoberta, que pode colocar o país entre os grandes produtores mundiais de vacina, em termos de volume, é resultado de trabalhos coordenados pelo professor Isaías Raw no Instituto Butantan, em São Paulo.

Ao trabalhar com a vacina da coqueluche, os pesquisadores retiraram o componente que apresentava maior toxicidade, o lipopolissacarídeo (LPS). O objetivo foi amenizar efeitos colaterais. A pesquisa gerou uma vacina do tipopertussis low, versão atenuada do medicamento contra a coqueluche, mas deixou um montante considerável de rejeitos: quilos de LPS aos quais se precisava dar um destino.

Ao se debruçar sobre o LPS, o grupo de Raw o transformou em monofosforil lipídio (MPLA), uma molécula que mostrou ser, em testes em camundongos e em humanos, um poderoso adjuvante (intensificador da ação) de vacinas, uma vez que aumentou consideravelmente a resposta imunológica do organismo. Em outras palavras, o MPLA permitiu à vacina obter o mesmo efeito imunológico mesmo quando injetada em quantidades bem menores.

“Obtivemos uma vacina de coqueluche melhor do que qualquer outra que existe no mundo e ainda geramos um subproduto valioso a custo zero”, disse Raw à Agência FAPESP. O avanço também permitiu o incremento da produção brasileira da vacina de coqueluche de 40 milhões para 260 milhões de doses anuais.

Outro detalhe importante é que o adjuvante obtido na fabricação da pertussis low pode atuar em outras vacinas, como na da gripe comum, chamada sazonal, da dengue (que está sendo desenvolvida com o apoio da FAPESP) e na vacina da influenza A (H1N1), que deverá ser a primeira a ser testada em humanos com o adjuvante.

A equipe do Butantan espera a autorização do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa para começar os testes. “Vamos testar duas concentrações diferentes, uma com 7,5 microgramas e outra com 3,75 microgramas. Se a primeira funcionar, será possível fabricar 18 milhões de doses. Se a dose menor for efetiva, teremos condições de fazer cerca de 34 milhões de doses”, disse. A dose convencional atual tem 15 microgramas.

Esse aumento de produtividade foi previsto por Raw há alguns anos, quando propôs em uma reunião em Genebra, na Suíça, que se produzissem vacinas com adjuvante para baratear os custos. “Expliquei que, no caso da vacina da gripe comum, poderíamos usar um quarto da dose e reduzir os custos na mesma proporção. Claro que a resposta das indústrias foi ‘não’, pois ninguém queria reduzir preços”, disse.

A opinião dos fabricantes mudou com o advento da gripe aviária em 2003. Diante de uma pandemia de alto índice de mortalidade (cerca de 50% dos doentes) as indústrias se viram encurraladas. “Eles perceberam que as fábricas do mundo inteiro não teriam capacidade de produzir vacinas em quantidade suficiente no caso de uma epidemia mundial”, contou Raw, salientando que nem os países ricos estariam livres, pois uma fábrica de vacinas leva anos para ser concluída.

Combinada ao adjuvante, a vacina da gripe aviária precisaria de uma dose de apenas 3,75 microgramas no lugar das 60 microgramas da dose tradicional. Quando o interesse pelos adjuvantes foi despertado, o Butantan já estava na vanguarda das pesquisas. Por meio de uma planta piloto no instituto, o Brasil conseguia produzir 20 mil doses da vacina da gripe aviária e com capacidade de montar uma linha de produção ainda maior.

Segurança nacional

A influenza A (H1N1) trouxe de volta a discussão sobre os adjuvantes e a capacidade mundial de enfrentar pandemias. Com dificuldades em atender seus próprios cidadãos durante a epidemia, os Estados Unidos e os países europeus que produzem vacinas podem limitar as exportações de suas vacinas.

Muitos norte-americanos foram para as filas de vacinação e não conseguiram ser atendidos pela simples falta do produto. “Imagine essa situação no caso de uma epidemia de grandes proporções. Poderia haver perturbações de ordem civil”, disse Raw.

Basta lembrar que durante a epidemia da gripe aviária, há seis anos, as empresas comercializavam cada dose da vacina a US$ 100 a unidade, sendo que o custo de produção não passava de US$ 1. O mesmo ocorreu com a H1N1, cuja unidade era vendida na Europa a 14 euros, sendo o custo de produção bem parecido com o da gripe aviária.

Raw destaca que as fábricas de vacina se concentram no hemisfério Norte – Estados Unidos, Canadá e Europa –, sendo uma questão estratégica a manutenção de plantas como a do Butantan para manter a auto-suficiência e o suprimento de vacinas no país, principalmente em casos de epidemias. “É uma questão de segurança nacional”, afirma.

Contudo, o Brasil está em uma situação privilegiada entre os países em desenvolvimento. A excelência da pesquisa brasileira em vacinas é reconhecida mundialmente. O trabalho da equipe de Raw com o MPLA ganhou destaque na revista científica norte-americana Vaccine em setembro.

O Butantan foi a primeira instituição mundial a receber investimentos da Organização Mundial da Saúde com o objetivo de se preparar para produzir vacinas em casos de pandemias. E o instituto está com uma fábrica pronta só esperando o fim do processo de validação para começar a produzir.

Após suprir o mercado nacional, o Butantan terá capacidade de exportar vacinas a preços extremamente competitivos, graças ao baixo custo de obtenção do LPS, a matéria-prima do adjuvante.

“Sabemos fazer vacinas e adjuvantes sem depender de reagentes nem de conhecimentos importados. Temos a matéria-prima, a fábrica e a tecnologia”, di

Fonte:Agencia FAPESP



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CORRIDA PRESIDENCIAL


Promete ser acirrada a disputa entre os candidatos José Serra e a candidata ungida pelo presidente Lula ,ex-guerrilheira e ministra da Casa Civil, Dilma Roussef Linhares. Personalidade forte, temida por suas enérgicas intervenções a nível de ministério, a ministra, segundo o INSTITUTO SENSUS /CNT,vem crescendo, graças ao ostensivo apoio do presidente mais popular da história deste país:Lula da Silva. O presidente percorre o país com sua candidata e sonha, naturalmente ,com uma eleição plebiscitária que terá por base comparações entre os seus oito anos de administração e os anos do plano real e de FHC. Esta briga de políticos paulistas promete, pelo andar da carruagem, ser empolgante. Serra, o candidato de origem esquerdista e de muitas conquistas(genéricos, SAMU, luta anti-AIDS, seguro desemprego) mantem-se estável , segundo as pesquisas. Silencioso e hábil, aguarda o melhor momento para definir estratégias de enfrentamento político. A partir de março/abril, assistiremos, certamente, belíssimos combates, o bom combate, de natureza política e , com um melhor desenho dos concorrentes e a resolução por Lula de pepinos diplomáticos como Zelaya e Battisti, aceleração do PAC e melhores índices de crescimento, sem dúvida, se os ventos continuarem soprando as velas da nave presidencial, o combate eleitoral com Serra, um dos melhores administradores de que se tem notícia neste País, campeão de votos, sério e com boas chances de dividir o PMDB( o que fortaleceria sobremodo a sua candidatura) , tudo indica que teremos um embate histórico que definirá os rumos desta nação, nas próximas décadas. Avalie os números do Instituto Sensus. Analise o gráfico e a influência potencial dos demais potenciais candidatos. Faça política! Exercite as suas liberdades!
oldecir marques.

domingo, 22 de novembro de 2009

CORRIDA PRESIDENCIAL III


Marina Silva está em seu segundo mandato no Senado Federal, com duração até 31 de janeiro de 2011. O primeiro mandato da senadora começou em fevereiro de 1995. De janeiro de 2003 a maio de 2008, ela esteve licenciada do Senado para assumir o Ministério do Meio Ambiente, de onde saiu no dia 13 de maio de 2008, retornando à Casa.


Eleita para o Senado pela primeira vez, aos 36 anos, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), como representante do Acre, Marina Silva foi a senadora mais jovem da história da República, e a mais votada no Estado, com 42,77% dos votos válidos. Derrubando velhos caciques da política regional e rompendo com uma antiga tradição no Acre pela qual só chegavam ao Senado ex-governadores ou grandes empresários.

Atualmente, Marina Silva participa como membro titular das comissões de Meio Ambiente, e de Constituição e Justiça e preside a Subcomissão Temporária - Fórum das Águas das Américas e Fórum Mundial das Águas. É suplente nas comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional, de Educação, Cultura e Esporte, de Direitos Humanos e Legislação Participativa, e de Assuntos Econômicos.

Entre as mais de 100 proposições apresentadas pela senadora, desde o primeiro mandato, destacam-se 54 projetos de lei, dentre eles, o texto propondo a criação do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal- FPE - para as unidades da Federação que abrigarem em seus territórios unidades de conservação da natureza e terras indígenas demarcadas.

Marina Silva também apresentou um projeto proibindo, por cinco anos, o plantio e a comercialização de alimentos contendo organismos geneticamente modificados (ogms) ou derivados, em todo o territorio nacional. Apresentou, ainda, projeto dispondo sobre os instrumentos de controle do acesso aos recursos genéticos do país.

Nos cinco anos do Governo Lula, Marina Silva optou por não fazer pirotecnia, mas trabalhar por políticas estruturantes, baseadas em quatro diretrizes básicas: maior participação e controle social; fortalecimento do sistema nacional de meio ambiente; transversalidade nas ações de Governo; e a promoção do desenvolvimento sustentável.

A ex-ministra sempre afirmou que fazia uma política de Governo. Para tanto, procurou imprimir na equipe do Governo Lula uma visão de trabalho integrado no tratamento das questões relacionadas com a proteção do meio ambiente. Foi assim, por exemplo, que o Governo passou a exigir dos aproveitamentos hidrelétricos a serem leiloados a obtenção da Licença Prévia, para que a viabilidade ambiental dos empreendimentos fosse avaliada antes da concessão para a exploração privada. Também baseado nessa diretriz, o Ministério, por intermédio do IBAMA, passou a ser ouvido prioritariamente antes da licitação dos blocos de petróleo e a variável ambiental começou a pontuar nas várias ações de Governo que envolviam o desenvolvimento sustentável.

Ministra do Meio Ambiente foi o primeiro cargo que Marina Silva exerceu no Executivo, a partir de janeiro de 2003. Convidada para continuar na equipe do segundo mandato do Presidente Lula, Marina Silva introduziu importantes reformas na estrutura do Ministério do Meio Ambiente. No primeiro mandato eram cinco secretarias, de Qualidade Ambiental, da Amazônia, de Biodiversidade e Florestas, de Desenvolvimento Sustentável e de Recursos Hídricos, que precisavam passar por mudanças.

A partir de 2007, o ministério começou a contar com uma nova estrutura, quando foi criada a Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental que, entre outras atribuições, cuidaria do tema que passou a dominar as preocupações no mundo, as mudanças do clima. A nova estrutura foi completada com as secretarias de Biodiversidade e Florestas, de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável e a de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental.

Ao lado dessas secretarias, também foi criado o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, uma autarquia com autonomia administrativa e financeira, para propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as unidades de conservação (UCs) federais, atividades que até então, eram desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A criação de uma autarquia específica para cuidar da gestão de unidades de conservação federais atendeu a uma reivindicação antiga do movimento ambientalista.

Antes, no primeiro mandato do governo Lula, já havia criado o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, para atuar na gestão florestas públicas federais e incentivar as praticas sustentáveis de atividades florestais, como o manejo florestal, o processamento de produtos florestais e a exploração de serviços florestais.

O IBAMA, reestruturado e fortalecido, pode melhor dedicar-se ao trabalho de execução dos processos de licenciamento ambiental, autorizações para uso sustentável dos recursos naturais, monitoramento e fiscalização de atividades predatórias.

Um novo formato para o sistema de licenciamento permitiu um aumento de 50% no total de licenciamentos ambientais entre 2003 e 2006, passando da média de 145 empreendimentos licenciados por ano para 220 licenciamentos de qualidade, com baixo grau de contestação judicial. Para que esses resultados pudessem ser obtidos, foram implementadas medidas de ordem estrutural. A antiga Coordenação Geral de Licenciamento Ambiental foi transformada em uma diretoria específica para o licenciamento, com três coordenações gerais: de empreendimentos de geração de energia hidrelétrica, de petróleo e gás e de transporte, mineração e obras civis.

Os recursos humanos para o licenciamento tiveram um tratamento especial. Em 2003, a equipe técnica da Coordenação-Geral era formada por sete servidores efetivos e 71 contratados temporariamente. Ao sair do MMA, Marina deixou na Diretoria de Licenciamento um quadro com 149 servidores efetivos e 31 temporários, num universo de 180 funcionários. Deixou, também, um sistema que disponibiliza na internet todas as informações relativas aos licenciamentos de competência do IBAMA, por meio do Sistema Informatizado de Licenciamento Ambiental (Sislic), como: relatórios de impacto ambiental, pareceres técnicos e editais de convocação de audiências públicas. Em quatro anos, o IBAMA concedeu licenças para 21 hidrelétricas, o que representa mais de 4.690 mw, todas sem judicialização.

O grande desafio que a ex-ministra encontrou em 2003 foi o crescimento acelerado do desmatamento da Amazônia. Quando o Governo Lula começou, o desmatamento estava em 27 mil quilômetros quadrados, a então ministra conseguiu levar o assunto para o centro de decisão do Governo com a criação pelo Presidente, em 2004, do Plano de Ação para Prevenção e o Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, reunindo 14 ministérios, coordenados pela Casa Civil, com a secretaria-executiva exercida pelo Ministério do Meio Ambiente. Em três anos, o desmatamento na Amazônia caiu para 11 mil e quinhentos quilômetros quadrados, uma redução de 57% na área desmatada.

O Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia implementou uma verdadeira revolução no modo de elaborar e implementar políticas públicas na Amazônia. Em primeiro lugar, porque acabou com a velha idéia de que desmatamento era problema da área ambiental e tornou todos os ministérios, sobretudo os da área do desenvolvimento, co-responsáveis com a busca e a implementação de políticas públicas que eliminassem os incentivos diretos e indiretos criados em várias dessas políticas setoriais.

O plano se baseou em três eixos: o combate às práticas ilegais, o ordenamento territorial e fundiário e o apoio às atividades produtivas e sustentáveis. No período em que Marina Silva esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente foi apreendido um milhão de metros cúbicos de madeira, presos mais de 700 criminosos, desmontadas mais de 1.500 empresas ilegais e inibidas 37 mil propriedades de grilagem. O trabalho do IBAMA contou com a ajuda da Polícia Federal, do Ministério da Defesa e do INCRA, setores que lidam com a agenda de combate a ilegalidades, no esforço de ampliação das ações de fiscalização e de inteligência.

Outro importante ganho estrutural foi à criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação (UCs) em áreas de fortíssima pressão da fronteira predatória, mudando procedimentos anteriores que criavam essas unidades em regiões remotas e de baixa pressão fundiária. Também foram homologados 10 milhões de hectares de áreas indígenas, além da criação dos distritos florestais sustentáveis, visando ao uso sustentável da madeira, com certificação e manejo florestal, para valorizar a floresta em pé.

O Plano também aperfeiçoou o sistema de monitoramento por satélite, criando o Sistema Deter, do INPE, (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que permite o monitoramento quase em tempo real e torna a ação fiscaliza tória mais eficiente. Tudo isso disponível na internet para que a sociedade brasileira possa acompanhar e fazer o constrangimento ético a todos os agentes envolvidos na solução ao problema, tanto governo como setor empresarial.

O esforço do governo para reduzir o desmatamento na Amazônia permitiu ao Brasil rever as restrições que vinha apresentando no âmbito da Convenção de Mudanças Climáticas, da ONU, para assumir metas internas de redução de emissão de gases de efeito estufa, uma vez que o desmatamento representa 75% de nossas emissões, segundo o último relatório de emissões realizado pelo País. Essa importante revisão de posicionamento da diplomacia brasileira aconteceu na 13ª Conferência das Partes (COP) da Convenção de Mudanças Climáticas, realizada em dezembro de 2007, em Bali, quando liderou o grupo de 22 países em desenvolvimento que passou a aceitar o estabelecimento de metas voluntárias que possam ser medidas, notificadas e verificadas.

Aquela posição também credenciou o País para lançar nessa mesma COP-13 o Fundo Amazônia, um projeto piloto de incentivo à redução de emissões de gases de efeito estufa devido a desmatamento de florestas tropicais. Esse fundo - já adotado no Brasil - se constituiria de doações voluntárias de países e empresas. Na ocasião, a Noruega já anunciou a decisão de apoiar o fundo brasileiro com a doação inicial de US$ 1 bilhão.

Antes mesmo da realização da COP-13, o Presidente Lula assinou decreto instituindo o Grupo de Trabalho Interministerial que elaborou o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Mudanças Climáticas – já encaminhado ao Congresso Nacional - e o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, colocado sob consulta pública para discussão pela sociedade.

No final de 2007, atendendo a proposições da então ministra, o Presidente Lula adotou novas e contundentes medidas para o combate ao desmatamento da Amazônia, diante de sinais de que as taxas poderiam voltar a crescer. Lista de municípios prioritários para ações preventivas para o controle dos desmatamentos, recadastramento de todos os imóveis rurais da região, embargo da produção agropecuária e de exploração madeireira nas áreas desmatadas ilegalmente e suspensão do crédito bancário para os ilegais foram algumas das medidas.

Às vésperas de sua saída do Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva propôs e o Presidente aprovou a criação de uma linha de crédito para recuperação da área de reserva legal com espécies nativas. Foi uma das várias medidas previstas na Operação Arco Verde, lançada no dia 5 de maio, junto com Plano Amazônia Sustentável –PAS – e concebida para oferecer estímulos e iniciar o processo de resgate das atividades agropecuárias e florestais da região para a legalidade e sustentabilidade.

Ainda no primeiro mandato do Presidente Lula, Marina Silva propôs e viu aprovada a Lei sobre Gestão de Florestas Públicas, que regulariza o uso sustentável das florestas públicas brasileiras, além de criar o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal. Quando saiu do Governo, a ex-ministra deixou o processo de licitação para a primeira concessão de exploração sustentável da floresta já em fase de avaliação das propostas.

No ministério do Meio Ambiente, Marina também encaminhou para a Presidência da República, entre outros, o anteprojeto de lei sobre Acesso a Recursos Genéticos, Conhecimentos Tradicionais e Repartição de Benefícios, assim como o projeto de lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, em tramitação no Congresso Nacional.

O combate ao desmatamento da Amazônia, cujas florestas estão sob o olhar atento de todo o mundo, foi um grande desafio para a ex-ministra enquanto ela esteve à frente do MMA. Mas foi também na administração de Marina Silva que o Ministério do Meio Ambiente criou um espaço institucional para a discussão, elaboração e implementação de política para cada bioma brasileiro, ao lado da Amazônia: para a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica, o Pampa, o Pantanal e para as Zonas Costeiras e Marinhas.

A vida política de Marina Silva começou em 1984, quando ela fundou a CUT no Acre, junto com Chico Mendes, ele coordenador, ela vice. Com a intensa atividade de Chico Mendes nos seringais de Xapuri, Marina assumia na maior parte do tempo a liderança do movimento sindical no Estado. E foi para ajudá-lo na candidatura a deputado estadual que Marina filiou-se ao PT em 1985, fazendo, nas eleições do ano seguinte, a dobradinha com o líder seringueiro e candidatando-se a deputada federal. Marina ficou entre os cinco candidatos mais votados no Estado, mas o PT não alcançou o quociente eleitoral e ela não conquistou a vaga para a Câmara Federal na Constituinte. Chico Mendes também não chegou à Assembléia Estadual.

Em 1988, foi eleita como a vereadora mais votada para a Câmara Municipal de Rio Branco e conquistou a única vaga da esquerda. Em dois anos de mandato como vereadora, Marina promoveu polêmicas que mudaram a política do Acre. Começou por devolver o dinheiro das gratificações, auxílio-moradia, e outras mordomias que os demais vereadores recebiam sem questionamento. Entrou com processo na justiça exigindo que todos fizessem o mesmo, mostrou nos jornais e na televisão o valor dos salários pagos aos vereadores, que a maioria da população desconhecia. Ganhou a oposição e até a ira dos adversários, mas recebeu uma solidariedade popular nunca antes destinada a nenhum político do Estado.

Em l990, candidatou-se a deputada estadual. Obteve novamente a maior votação. O PT e os partidos coligados elegeram três deputados estaduais e conseguiram colocar Jorge Viana, o candidato ao governo, no segundo turno das eleições. Marina não era mais uma voz solitária, transformara-se numa das lideranças de um movimento com grande força no Acre.

Uma pesquisa da Universidade do Acre, à época, mostrou que Marina teve a melhor atuação parlamentar entre os deputados estaduais naquele período. Campeã de tribuna, apartes, indicações e projetos, seu desempenho foi ainda mais surpreendente pelo fato de ter ficado mais de um ano afastada da Assembléia, por problemas de saúde. No final do primeiro ano de mandato, em uma viagem ao interior do Estado, passou mal e teve que ser trazida rapidamente para a capital e ser internada em um hospital. Começou um longo período de sofrimento, com seu estado de saúde agravando-se progressivamente sem que os médicos conseguissem detectar as causas.

Viajou para São Paulo, recorreu à ajuda de Lula, Telma de Souza, Genoíno e outros amigos do PT para conseguir um melhor tratamento e exames mais completos. Mas foi ela própria quem intuiu o diagnóstico: contaminação por metais. Os exames não detectavam isso e ninguém acreditava. Um dia, viu em uma revista o nome de um especialista no assunto e foi procurá-lo sozinha. Amostras de seu cabelo foram enviadas para um laboratório nos Estados Unidos e revelaram que sua suspeita era verdadeira: uma contaminação por metais pesados, provavelmente contraída nos tratamentos contra a leishmaniose, quando ainda vivia no seringal, havia progressivamente provocado prejuízos neurológicos e atingido vários de seus órgãos.

Um problema adicional: o tratamento não poderia ser iniciado imediatamente, pois Marina estava grávida de sua filha caçula, Mayara, que nasceria em meados de l992. Só depois do nascimento da filha, pode finalmente tomar os medicamentos capazes de combater a contaminação. Hoje, diz que recuperou "80 por cento" de suas capacidades, mais ainda vive sob uma rígida dieta da qual foram banidos os alimentos artificiais e toda espécie de enlatados. Mesmo assim, enfrentou estoicamente uma campanha para o Senado que exigiu freqüentes viagens por todo o Estado, de carro, avião, barco e até mesmo longos deslocamentos a pé.

Vencida a campanha, o passo seguinte era corresponder às grandes esperanças que o povo acreano depositava em sua atuação no Senado, que começou em 1995. Marina fez mais que isso: em pouco tempo tornou-se não apenas a principal voz da Amazônia, mas também uma importante referência na política nacional.

A história de vida de Marina Silva é povoada de grandes momentos. Mas ela nasceu em um ambiente simples. Numa colocação de seringa chamada Breu Velho, no Seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco. Hoje, o local é um projeto de assentamento de agricultores executado pelo INCRA, mas em 8 de fevereiro de l958, data de seu nascimento, não havia estradas e a longa viagem pelo rio tornava quase impossível qualquer assistência médica. As parteiras dos seringais "pegavam" as crianças e, com olho experiente, diagnosticavam se tinham ou não condições de "vingar" em meio à alta mortalidade infantil da floresta. Dos onze filhos de Pedro Augusto e Maria Augusta – pais de Marina Silva, três morreram ainda pequenos. Ela ficou sendo a segunda mais velha dos oito sobreviventes, sete mulheres e um homem.

A família baixou o rio para tentar a vida em Belém do Pará. Não deu certo. O pai trouxe todo mundo de volta ao seringal, fazendo uma enorme dívida com o patrão seringalista que pagou as despesas da viagem. As filhas foram o auxílio de que se valeu para pagar a dívida: Marina e as irmãs cortaram seringa, plantaram roçados, caçaram, pescaram, ajudaram a restabelecer as finanças e a estabilidade da família no seringal.

Escola não havia. Aos 14 anos Marina aprendeu a conhecer as horas no relógio e as quatro operações básicas da matemática para não ser enganada pelos regatões na venda da borracha. Aos 15 ficou órfã de mãe e, como a irmã mais velha havia casado, assumiu a chefia da casa e a criação dos irmãos mais novos. Mas aos 16 anos contraiu hepatite e teve que ir para a cidade, em busca de tratamento médico. Resolveu ficar, trabalhando como empregada doméstica, porque queria estudar. Tinha um sonho: ser freira. Havia aprendido com a avó as rezas e devoções da religião católica. Achava que na vida religiosa poderia formar seu caráter dentro da moralidade exigida pelas tradições dos nordestinos que povoaram os seringais da Amazônia, sendo seu pai um deles. Ao mesmo tempo, ficava fascinada pela possibilidade de estudar nas escolas da Igreja, que eram as melhores da região.

Começou a freqüentar as aulas do Mobral, depois o curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever. Foi morar com as freiras. Fez o supletivo de 1º grau. Matriculou-se no colegial, mas foi novamente no supletivo que obteve o diploma de 2º grau. Antes dos 20 anos, já se preparava para fazer o vestibular e entrar na universidade. A essa altura, já havia abandonado o sonho de ser freira. Freqüentando as reuniões das Comunidades Eclesiais de Base e aproximando-se dos grupos de teatro amador, percebeu que não aspirava à vida do convento, mas a ação no mundo. E que isso não representava nenhum prejuízo em suas convicções religiosas e morais. Nas lutas dos moradores de seu bairro, descobriu a política não-partidária dos movimentos sociais. Na escola, aproximou-se das lideranças do movimento estudantil.

Uma nova hepatite fez com que perdesse as provas do vestibular. Deixou o noivo Raimundo Souza esperando e pediu ajuda ao Bispo D. Moacir Grecchi para viajar a São Paulo em busca de tratamento. Quando voltou, o casamento adiou por mais um ano sua entrada na Universidade. Mas no ano seguinte, já grávida da primeira filha, iniciou o curso de História, que concluiu em quatro anos. Foi o padre João Carlos, da paróquia que freqüentava, quem sugeriu o nome hebraico Shalon para filha. Um ano depois, nasceu Danilo, nome colocado em homenagem a um amigo, artista plástico e companheiro do grupo de teatro.

Na universidade descobriu o marxismo. Entrou para o PRC, um dos vários grupos semi-clandestinos que atuavam na oposição ao regime militar. Começou a dar aulas de História e freqüentar as reuniões do movimento sindical dos professores. Casou-se duas vezes. Do segundo casamento, com Fabio Vaz de Lima, nasceram mais duas filhas: Moara e Mayara.

O horizonte de Marina Silva nunca parou de se alargar. Hoje, ao currículo onde reúne a experiência como professora de História, líder estudantil, sindical, vereadora, deputada estadual, senadora e ministra do Meio Ambiente Marina está juntando um curso de pós-graduação em Psicopedagogia, que deverá concluir ainda em 2008 e acrescentará mais um campo de atuação na história dessa ex-seringueira que até os 16 anos pouca sabia da vida urbana, mas já conhecia a fundo os segredos da floresta.

A biografia de Marina Silva fez com que ela fosse escolhida pelo jornal britânico The Guardian, em 2007, uma das 50 pessoas em condições de ajudar salvar o planeta. Mas sua lista de premiações e reconhecimentos nacionais e internacionais é longa. Entre muitos outros, ela recebeu o prêmio "2007 Champions of the Earth", o maior prêmio concedido pelas Nações Unidas na área ambiental. No dia 29 de outubro de 2008, a senadora recebeu das mãos do príncipe Philip da Inglaterra, no palácio de Saint James. em Londres, a medalha Duque de Edimburgo, em reconhecimento à sua trajetória e luta em defesa da Amazônia brasileira - o prêmio mais importante concedido pela Rede WWF. Em junho de 2009 recebeu o prêmio Sophie, por seu trabalho em defesa do maio ambiente, oferecido pela fundação norueguesa Sophie, criada pelo escritor norueguês Jostein Gaarder, autor do best seller "O Mundo de Sofia".

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sábado, 21 de novembro de 2009

CORRIDA PRESIDENCIAL II



  1. O Governador José Serra nasceu em São Paulo, no bairro da Mooca. Logo cedo ingressou na política, como presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo em 1962/63, e depois, como presidente da UNE em 1963/64. Foi perseguido pelo golpe de Estado que derrubou João Goulart em 1º de abril de 1964, e partiu para o exílio três meses depois.No exterior, José Serra enfrentou dificuldades e não pôde concluir seus estudos de engenharia. Decidiu então formar-se em Economia, obtendo o diploma de mestre nessa disciplina pela Universidade do Chile, onde tornou-se professor. Foi, também, funcionário das Nações Unidas nesse período.

    Obrigado a exilar-se novamente, Serra foi para os Estados Unidos, onde obteve outro mestrado e o doutorado em Ciências Econômicas pela Universidade de Cornell. E foi, por dois anos, professor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton. Em 1978 José Serra retornou ao Brasil. Tornou-se professor da Unicamp, pesquisador do Cebrap e editorialista da Folha de S. Paulo. Ajudou a fundar o PMDB, sendo relator do primeiro programa do partido.

    Como Secretário de Economia e Planejamento do Governo Montoro, Serra enfrentou seus primeiros grandes desafios como administrador publico Comandou a recuperação financeira do Estado e planejou os investimentos em Transporte, Saúde, Educação, Meio Ambiente e Saneamento.

    Deputado Constituinte

    Elegeu-se deputado federal constituinte em 1986 e conquistou a reeleição em 1990, com quase 340 mil votos. No Congresso Nacional foi relator dos capítulos de orçamento, tributação e finanças. Foi o autor da emenda que criou o financiamento do Seguro Desemprego no Brasil e o Fundo de Amparo ao Trabalhador, como fonte de financiamento do seguro. Do mesmo modo, foi de Serra a emenda que determinou a aplicação de 40 por cento do fluxo de recursos do FAT no BNDES, criando-se, assim, a mais importante fonte de financiamento para o investimento privado no Brasil. Outras iniciativas relevantes foram o Plano Plurianual de Investimentos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Código de Finanças Públicas, que mais tarde daria origem à Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Ministro da Saúde

    Em 1994, José Serra foi eleito senador por São Paulo, com a maior votação do País. Em seguida, ocupou o Ministério do Planejamento e Orçamento do governo Fernando Henrique Cardoso até meados de 1996. A partir de abril de 1998 assumiu o Ministério da Saúde.

    No ministério, coordenou uma emenda constitucional que fixou valores mínimos para o gasto público em Saúde no Brasil. Comandou uma campanha de combate à Aids que é reconhecida como referência no mundo e que é, hoje, adotada por diversos países. Implantou os genéricos, iniciativa que fez o preço dos remédios baixar 40 por cento em média. Eliminou os impostos federais dos medicamentos de uso continuado. Regulamentou a lei de patentes fazendo aprovar uma resolução da Organização Mundial do Comércio que permite aos países quebrarem patentes em caso de interesse da saúde pública.

    Como ministro, Serra ampliou em 9 vezes as equipes do Programa de Saúde da Família e expandiu consideravelmente as cirurgias de transplante de órgãos. Promoveu ainda centenas de milhares de cirurgias por intermédio de mutirões, combatendo doenças como, por exemplo, a catarata. Introduziu a vacina contra a gripe, eliminou doenças como o sarampo. Concluiu e reequipou centenas de unidades de saúde em todo o Brasil.

    Prefeito de São Paulo

    Em 2004, eleito prefeito de São Paulo iniciou um trabalho para sanear a Prefeitura. Conseguiu uma economia de 450 milhões de reais com a renegociação de contratos. Diminuiu impostos, acabando com taxa do lixo e isentando da contribuição de iluminação pública aqueles que moram em ruas não iluminadas.

    Serra começou a construção e reforma de hospitais, para aumentar a oferta de novos leitos para a população. Organizou e ampliou a distribuição de medicamentos, implantando o Remédio em Casa, um benefício que, gradualmente, atende pacientes de doenças crônicas. Criou o programa Mãe Paulistana e as AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial), unidades mistas de atendimento e Pronto-Socorro, que hoje beneficiam mais de 300 mil pessoas por mês, de segunda a sábado, doze horas por dia.

    Também promoveu ações em diversas outras áreas, como na Educação, na proteção social, no transporte (bilhete integrado ônibus-metrô), no meio ambiente, no trânsito, no recapeamento e na pavimentação de ruas, na limpeza pública, no combate à poluição visual, na cultura (Virada Cultural) e na recuperação do Centro de São Paulo.

    Em 1º de outubro de 2006, com 12.381.038 votos, José Serra foi eleito, no primeiro turno, Governador do Estado de São Paulo.

CORRIDA PRESIDENCIAL I


Vana Rousseff Linhares (Dilma Belo Horizonte, 14 de dezembro de1947) é uma economista e políticabrasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores, e atual ministra daCasa Civil. É graduada pelaUniversidade Federal do Rio Grande do Sul, com mestrado em teoria econômica e doutorado em economia monetária e financeira, ambos pela Unicamp.
Na década de 1960, durante o regime militar, participou da luta armada atuando em organizações clandestinas de esquerda, como a Política Operária Polop e o Comando de Libertação Nacional (COLINA).[1] Esteve presa entre 1970 e 1973 nos órgãos públicos de repressão política, quando foi torturada.[1] Participou, na época, da ação que roubou o cofre do ex-governador paulista Adhemar de Barros onde teriam sido subtraídos US$ 2,6 milhões de dólares americanos.
No final da década de 1970, casou-se com o também militante político Carlos Araújo, fixando residência no Rio Grande do Sul.
Participou da tentativa de reestruturação do Partido Trabalhista Brasileiro, vínculada ao grupo de Leonel Brizola. Após a perda da sigla para o grupo de Ivete Vargas, participou da fundação doPartido Democrático Trabalhista.
Foi Secretária de Minas e Energia durante o Governo Alceu Collaresno Estado, entre 1991 e 1994. Em 1998 Olívio Dutra, do Partido dos Trabalhadores, ganha as eleições para o governo gaúcho com o apoio do PDT no segundo turno, e Dilma novamente foi empossada na Secretaria de Minas e Energia. No final de 1999, antes do governo petista ter completado um ano, o PDT abandona a base, exigindo que seus filiados entregassem os cargos. Dilma, juntamente com Emília Fernandes, Milton Zuanazzi e o trabalhista histórico Sereno Chaise, sai do PDT e filia-se ao PT, continuando no governo.
Dilma Rousseff integra o governo de Lula desde o início, em 2003, como ministra de Minas e Energia. Trocou de cargo, e passou a chefiar a Casa Civil em 21 de junho de 2005, ocupando o lugar deJosé Dirceu.

LEI ANTIFUMO


Após um mês, lei antifumo tem adesão de 99,5% dos estabelecimentos
28/09/2009

Após um mês de vigência da Lei Antifumo no Estado de São Paulo, o total de multas aplicadas pelos fiscais da Vigilância Sanitária e do Procon chegou a 198. O número de estabelecimentos fiscalizados, no período de 7 de agosto até 6 de setembro, foi de 37.117. Os locais que proibiram totalmente o tabaco em locais fechados de ambiente coletivo representam 99,5% do total.

Das autuações, 87 foram registradas na capital, onde 11.816 locais foram fiscalizados, e 111 no interior, onde a fiscalização visitou 25.301 estabelecimentos.

"O primeiro mês de vigência da lei mostrou um elevado nível de adesão. A população se conscientizou sobre a importância da norma e apoiou a Lei Antifumo. É uma satisfação para os fiscais chegar aos locais e verificar que ela está sendo cumprida. Mas é preciso ficar claro que a mobilização não se restringiu ao primeiro mês. Continuaremos diariamente nas ruas, para garantir o cumprimento da lei", afirma Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária do Estado.

Cerca de 500 fiscais da Vigilância Sanitária e do Procon foram especialmente treinados para fiscalizar o cumprimento da lei. Eles realizam blitze diárias, em diferentes horários, incluindo madrugadas.

A lei antifumo está em vigor desde o último dia 7 de agosto. A nova legislação proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo, como bares, restaurantes e casas noturnas. A nova legislação alinha São Paulo com a tendência internacional de combate aos males causados pelo tabagismo, principalmente em relação ao fumo passivo. Cidades como Nova York, Paris e Buenos Aires já adotaram com sucesso medidas similares. Quem quiser informar sobre o descumprimento da lei, pode fazer a denúncia por meio do telefone 0800 771 3541 ou pelo site www.leiantifumo.sp.gov.br.


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CONCURSO PÚBLICO 2007(INSS)

Deputado recebe comissão de aprovados em concurso do INSS

Esta semana o deputado federal Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA) recebeu um grupo de representantes da comissão de candidatos aprovados

Foto: Bertha Pellegrino

em concurso público realizado em 2007 para o preenchimento de vagas de técnicos e analistas junto ao Instituto Nacional de Previdência Social (INSS). O grupo representa cerca de 2 mil aprovados e veio a Brasília apresentar suas reivindicações e preocupações com o prazo de validade do concurso e com a necessidade que o INSS tem de contratar novos profissionais para seu quadro.

Na oportunidade, os representantes visitaram outros parlamentares e também o presidente do INSS e conversaram com representantes do Ministério do Planejamento. Eles lembraram que mais de 10 mil funcionários do órgão estão para se aposentar e que 729 agências serão inauguradas pelo Plano de Expansão do INSS (PEX), em todo o país, o que demanda a necessidade de contratação de pessoal. Participaram das audiências (na foto, com o deputado Sérgio Carneiro), Anderson Luis de Souza Montes (Salvador/BA), Giliardi Paoli (São Paulo/SP), Bruno Anthony Gonçalves Menezes (Curvelo/MG), Romero Batista dos Santos (Barra do Corda/MA) e Bianca Evangelista Biazollo e Silva (Além Paraíba/MG). A comissão de aprovados montou um blog para quem estiver interessado em acompanhar notícias e os desdobramentos do concurso.
Assessoria de Imprensa
Deputado Federal
Sérgio Barradas Carneiro (PT/BA)

EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE



Recebi mais uma extraordinária colaboração do seguidor e colaborador Nei Pelágio. Trata-se de matéria educativa sôbre o sal( cloreto de sódio) de cozinha e a importância da redução do seu consumo na hipertensão. De uma forma simples e de fácil compreensão são apresentados alguns mecanismos que agravam a hipertensão nossa de cada dia, pelo uso excessivo de sal de cozinha. Tal como nos maços de cigarro, que expõem fotografias e frases sôbre seus malefícios potenciais, o sal de cozinha deveria conter nas suas embalagens, advertências claras sôbre os seus malefícios para a saúde, se consumido em excesso. Dieta hipossódica deve ser uma postura de vida. O íon sódio (Na+) é importante em vários processos fisiológicos(desde a neurotransmissão até a contração cardíaca)entretanto, não se deve esquecer os prejuízos que a sua ingestão excessiva provoca. Clique e faça uma imersão nesta deliciosa aula de Educação para Saúde patrocinada pela VASTA. Agradecemos a Sir Ney e reconhecemos e aplaudimos o espírito público e a grandeza de propósitos dos elaboradores desta aula de vida. oldecir marques
O_Sal_e_a_pressão_alta.ppsO_Sal_e_a_pressão_alta.pps
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Usando as palavras do meu amigo, o professor Novaes, o" Ministério da Advertência deve estar atento ao sal".
Não podemos ,contudo, demonizá-lo. Lembrem-se da célebre "Marcha do Sal" imaginada por Mohandas Gandhi e pelos líderes libertadores da Índia(Mohamed Ali Jinah,Patel e Nehru) que elevou a "pressão" dos colonizadores britânicos e abriu caminho para a libertação da Índia. Assim, algumas candidaturas precisam de sal ideológico, de propostas, de compromissos, de historicidade, sob pena de se transformarem em vazio fisiológico, sem graça e com propósitos meramente pessoais. Um povo , uma nação, requer representantes que auscultem as suas dores, sem usar o erário público, respeitando o imposto pago pelos contribuintes e propagando bons exemplos. A política deve ser utilizada para agregar valores e não para patrocinar a desgraça ética de uma nação. oldecir

Não esqueça de evitar o consumo excessivo de gordura, sal e açucar.Previna-se !
A fotografia é do arquivo do Blog Saúde e Cidadania.
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