"TODA SOCIEDADE SE AFERRA A UM MITO E VIVE POR ÊLE. O NOSSO MITO É O DO CRESCIMENTO ECONÔMICO"- Tim Jackson

sábado, 28 de agosto de 2010

Moralidade: a etiqueta da alma


*Por Rabino Chefe da Inglaterra, Professor Dr. Jonathan Sacks

Um breve passeio pela Internet revela que há Sociedades para a Proteção dos Animais, pássaros, plantas, crianças, edifícios antigos, lagos alpinos, florestas em New Hampshire e direitos autorais mecânicos. Existe até – e a saúdo como uma causa nobre – uma Sociedade de Proteção do Apóstrofo, dedicada a preservar o uso correto desta marca de pontuacão tão abusada. Insisto portanto na criação de uma Sociedade para a Proteção da Educação. É uma virtude seriamente ameaçada.

Já perdi a conta do número de pessoas visíveis ao público que são pagas, na verdade, para ser rudes. Há o entrevistador que, ao receber uma resposta, diz: “Retira isso”, e a anfitriã de um programa de perguntas e respostas que se revela no título: “Rainha da Maldade”. Há o apresentador no programa de debate moral que se especializa em mandar farpas ridicularizando qualquer um que ouse discordar dele; as estrelas que ganham fama por meio de obscenidade e blasfêmia calculadas; os heróis do futebol que chutam ou praguejam numa fúria coreografada; o jornalista famoso por sua habilidade em depreciar as modelos desse ano; e a supermodel conhecida por atirar excentricidades. A lista é interminável e desalentadora.

Não há muito a dizer sobre ser rude. Houve um tempo em que era preciso coragem para desafiar as convenções, mas agora não sobraram convenções para desafiar. Beethoven era famoso por ser descortês de tempos em tempos, mas ele tinha outras alegações à fama. Costumava haver uma arte do insulto elegante. Lady Astor ganhou reputação por ter dito a Winston Churchill: “Se você fosse meu marido, eu envenenaria seu café.” E Churchill respondeu: “Se você fosse minha mulher, eu o beberia com prazer.” Os insultos atuais, porém, estão mais perto da grosseria que da inteligência. As crianças adoram chocar e ser chocadas, mas não somos uma sociedade de crianças.

Em resumo, ser rude é ser grosseiro. Não há nada a dizer em sua defesa. É uma forma de ataque verbal, de depreciar, uma humilhação deliberada do outro. Por que tem aumentado. A melhor resposta foi dada pelo filósofo Alasdair MacIntyre. Houve uma época, diz ele, em que partilhávamos uma linguagem moral. Acreditávamos em certo e errado objetivos. Quando se chegava a um desacordo, as pessoas sabiam que tinham de argumentar em causa própria. Hoje acreditamos (erradamente) que a moralidade é subjetiva, qualquer que seja a que escolhemos. Ocorre então que não há argumento além da mera afirmação da própria opinião. A voz mais alta, mais aguda e mais rude sai ganhando.

É por isso que a civilização ainda importa. Aquelas virtudes há muito esquecidas – gentileza, cortesia, tato, contenção, e disposição para ouvir outro ponto de vista – significam que aqueles que as praticam levam as outras pessoas a sério. Não infligem sofrimento propositadamente. Acreditam que a verdade é mais importante que vencer um debate; que a sensibilidade aos sentimentos dos outros não é fraqueza, mas força. Por mais estranho que pareça, são os entrevistadores mais gentis, não os agressivos, que conseguem as respostas mais reveladoras. O talento vence as partidas, não a força bruta. Dar ao interlocutor uma atenção e ouvi-lo com justiça é a única maneira de vencer uma discussão e manter um amigo.

“Um tolo”, diz o Livro de Provérbios, “adora exibir as próprias opiniões.” Em contraste, “A língua que traz cura é uma árvore da vida.” Ou para citar o filósofo francês André Comte-Sponville, “Boas maneiras precedem e preparam o caminho para as boas ações. A moralidade é como a educação da alma, uma etiqueta da vida interior.” Somente aqueles que são pequenos fazem outros se sentir pequenos. A educação é o reconhecimento de que somos tão grandes quanto permitimos que outras pessoas o sejam.

fonte: Beit Chabad

Tenha um sábado de paz !

Fernando Rizzolo


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DILMA ROUSSEF EM SALVADOR/BAHIA/BRASIL

CHARGE DO LÉZIO JR.

LIDERANÇA EM SÃO PAULO PODE CONSOLIDAR ELEIÇÃO DE DILMA ROUSSEF.



Os dados da pesquisa Datafolha divulgada hoje indicam que Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) ultrapassou José Serra (PSDB-DEM-PPS) em São Paulo: no Estado (41% a 36%) e na Capital (41% a 35%). É uma virada que consolida sua maioria nacional se levarmos em conta que no Sul, Dilma ultrapassou Serra (43% a 36%). E a melhor notícia deste Datafolha: Dilma lidera no Rio Grande do Sul (43% a 39%).

Em nível nacional e para o 1º turno, Dilma já conta com o voto de quase metade do eleitorado - 49% contra 29% do adversário. No 2º turno, venceria por 19 pontos de diferença - 55% a 36%. Na pesquisa espontânea Dilma vence de 35% a 18% e a taxa de rejeição ao candidato tucano já bate nos 30% - chega a 29% contra os 19% da petista.

Os números provam que cresce a rejeição ao tucano e se consolida, em todo país, a preferência da maioria por Dilma. Inclusive em São Paulo (Estado e Capital), em toda a região Sul, em seu Estado - o Rio Grande - e no Paraná. Até mesmo entre os eleitores de maior renda Dilma já ultrapassa Serra.

Agora é ganhar eleições de governador, deputado e senador

O Datafolha mostra, assim, que Dilma consolidou uma base eleitoral de difícil reversão, criando as condições para um avanço agora nas eleições para a Câmara e o Senado e para governador nos Estados, onde nossos candidatos podem e devem vencer.

Dessa forma, a nossa campanha entra agora em uma nova fase e deve tomar conta das ruas para consolidar essa maioria - já que a maioria dos brasileiros decidiu pela continuidade com mudanças representada pela candidatura Dilma e pela aliança que se formou em torno desse programa.

Não se trata do "já ganhou" - em que não podemos entrar - mas de consolidar a virada no Sul e em São Paulo, e de massificar a campanha. Trabalhar dia e noite, priorizar nossos candidatos a governador que não estão em 1º lugar nos Estados e a eleição dos que ampliarão nossa bancada de deputados e senadores.

Por isso insisto tanto que essa é a hora de trabalhar a rua, fazer campanha, garantir 2º turno nos Estados onde ele ainda não esteja assegurado e caminhar para a vitória.
Fonte: Blog do Zé Dirceu/Matéria postada em 26/08/2010, sob o título-Liderança em São Paulo consolida maioria nacional.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ALFREDO BOA SORTE-BIOGRAFIA


Formado em Medicina e pós-graduado em Saúde Pública pela UFBa, Alfredo Boa Sorte é uma referência na luta pela melhoria das condições de vida e saúde do povo baiano e brasileiro. Dirigente por 25 anos e 3 vezes presidente do SINDMED - Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, em 1986 teve participação destacada na VIII Conferência Nacional de Saúde, evento que lançou as bases que originaram o SUS – Sistema Único de Saúde, o maior sistema público de saúde do mundo, que garante atendimento gratuito para milhões de brasileiros.

Filiado há 31 anos ao PCdoB, estando à frente de diversos movimentos e entidades estudantis e de trabalhadores ao longo de sua história, Alfredo sempre esteve à frente das lutas em prol da saúde e dos profissionais de saúde. Em 2007, a convite do secretário Jorge Solla, aceitou o desafio de assumir a Superintendência de Atenção Integral a Saúde (SAIS), auxiliando o governador Wagner a implementar as novas políticas de saúde no estado. Ao lado de Wagner e Solla, foi protagonista na elaboração das políticas públicas do Governo do Estado, a exemplo do Programa Saúde em Movimento, do primeiro Programa Estadual de Internação Domiciliar, da desprecarização dos vínculos trabalhistas de 95% dos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias, da ampliação do SAMU para mais de oito milhões de baianos, da entrega de 310 novos postos do Programa Saúde da Família e da construção de cinco grandes hospitais em regiões estratégicas do estado. Iniciativas que estão melhorando o atendimento e levando a saúde para mais perto de quem mais precisa.

Ainda temos muito o que conquistar. Com o apoio de Solla e junto com Wagner, Lula e Dilma, Alfredo Boa Sorte vai continuar trabalhando firme, apresentando propostas e projetos para que a saúde avance ainda mais e a Bahia cuide cada vez melhor da sua gente. É Alfredo Boa Sorte deputado estadual 65789. É a nova Bahia e o novo Brasil seguindo em frente com mais força e mais saúde.

Saúde inclui mais nove procedimentos para tratamento de câncer no SUS

Pacote de medidas também prevê ampliação, em até 10 vezes, do valor pago por 66 procedimentos já realizados

1 de 3
Foto: Antonio Cruz/ABr
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participa de cerimônia de assinatura de portarias para o setor de oncologia
Próxima »
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participa de cerimônia de assinatura de portarias para o setor de oncologia

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quarta-feira (25) a liberação de R$ 412,7 milhões para serem investidos na reestruturação da assistência em oncologia - especialidade dedicada ao tratamento de câncer - no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão incluídos nove novos procedimentos para o tratamento do câncer de fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. O pacote de medidas também prevê ampliação, em até 10 vezes, do valor pago por 66 procedimentos já realizados.

" Esta é a maior mudança na atenção oncológica desde 1999, quando foi instituída a nova política para o setor. As alterações vão impactar de forma muito positiva na qualidade do atendimento dos 300 mil brasileiros que todos os anos acessam o Sistema Único de Saúde para o tratamento do câncer" , ressaltou o ministro, durante a assinatura das duas portarias que reestruturam o setor e permitem a liberação de recursos a estados, Distrito Federal e municípios. " Esses investimentos a mais projetam o gasto global do Ministério da Saúde para o tratamento dessa doença para R$ 2 bilhões" , afirmou.

Os recursos também permitirão a adequação das condições de internação para pacientes com leucemia e a ampliação do atendimento em hospitais-dia (modalidade assistencial em regime diário de internação), agilizando a atenção ao paciente. O aporte financeiro corresponde a um valor extra de 25% do total investido no tratamento do câncer no ano passado (que foi de R$ 1,6 bilhão). Esses recursos serão repassados anualmente. O câncer (somados os quase 100 tipos) é o segundo grupo de doenças que mais matam no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

A aprovação dos novos valores vai permitir que esquemas quimioterápicos recentes, que adotam novos medicamentos, possam ser adquiridos e fornecidos pelos hospitais habilitados no SUS para tratar o câncer. " Estas mudanças permitem remunerar melhor os procedimentos, e também que novas técnicas e novas tecnologias sejam colocadas à disposição dos pacientes" , observou o ministro. " Permitem, por exemplo, a utilização no SUS de novas drogas, como o Rituximabe (nome comercial Mabthera), medicamento indicado para linfoma" .

O Rituximabe, após negociação do Ministério da Saúde com o laboratório produtor, teve o seu valor reduzido drasticamente em casos de aquisição por serviços públicos. Em junho deste ano, o ministério também havia firmado um acordo com o fabricante de outro medicamento usado no tratamento do câncer, o Glivec, o que possibilitará a economia de R$ 400 milhões, em dois anos e meio, para os cofres públicos.

O Ministério da Saúde também está colocando em consulta pública cinco diretrizes diagnósticas e terapêuticas para o tratamento de câncer no intestino, pulmão e fígado, além do linfoma difuso de grandes células e do tumor cerebral. As modalidades terapêuticas já estão vigentes, mas ficarão em consulta pública por 40 dias, permitindo que a comunidade científica apresente propostas e sugestões a elas.

Fonte: Isaude.net

Sais de zinco oferecem alívio rápido para o refluxo gástrico

Substância não provoca os efeitos colaterais que às vezes acompanham a classe de drogas geralmente usada para tratar a acidez

Foto: Divulgação/Tacchini
Gastrologista realiza exame de endoscopia em paciente para tratar de refluxo gástrico
Gastrologista realiza exame de endoscopia em paciente para tratar de refluxo gástrico

Em um estudo que poderia revolucionar a forma como milhões de pessoas são tratadas para doenças gástricas relacionadas à acidez, uma equipe liderada por pesquisadores da Yale School of Medicine, nos Estados Unidos, demonstrou que os sais de zinco oferecem supressão rápida e prolongada da secreção ácida gástrica. Além disso, eles não provocam os efeitos colaterais que às vezes acompanham a classe de drogas inibidoras da bomba de protões (IBP).

Até agora, estes inibidores, como o omeprazol e o lansoprazol, foram os tratamentos mais potentes na inibição da produção de ácido. Infelizmente, 74% de todos os pacientes em uso prolongado desses agentes têm sintomas recorrentes ou descobrem que eles ainda têm sinais de refluxo.

O estudo de Yale mostra que os sais de zinco podem oferecer ajuda em muito menos tempo - às vezes minutos, em comparação com 24 a 36 horas para o omeprazol - e sem recorrência dos sintomas ou os efeitos colaterais que podem incluir dores de cabeça, diarréia e tontura.

Os investigadores estavam estudando a interação dos transportadores de íons no processo de secreção ácida e ao fazerem isso, eles descobriram o mecanismo celular pelo qual a terapia do zinco pode funcionar, e como ela inibe a secreção de ácido potencialmente erradicando os sintomas.

Os cientistas testaram a terapia do zinco primeiro em ratos e isolaram as glândulas humanas, e depois em voluntários humanos saudáveis. Em ambos, a secreção de ácido foi significativa e rapidamente reduzida após a ingestão oral de zinco.

"Nosso estudo mostrou que, a nível celular, o zinco é um supressor direto de secreção de ácido gástrico", disse o autor John Geibel. "Isso abre uma nova via promissora de tratamento para pacientes que sofrem e, principalmente os que continuam a ter sintomas de doenças relacionadas à acidez, mesmo depois de uma dose padrão de IBP.

O zinco é um elemento importante para o crescimento celular. Mas a queda nos níveis, em pacientes recebendo terapia a longo prazo com IBP e uma diminuição do zinco a nível celular podem resultar em danos neuronais e problemas do aparelho digestivo. "Tomar zinco por via oral, não só parece funcionar por si mesmo, mas pode fornecer resultados melhores e mais duradouros, quando tomado em conjunto com o IBP", disse Geibel. "O zinco é um componente essencial da função das células, e pode ser por isso que ele produz menos efeitos colaterais que outras drogas usadas para inibir a acidez", concluiu o pesquisador, explicando porque o zinco pode ser melhor tolerado do que o IBP.

Fonte: Isaude.net