"TODA SOCIEDADE SE AFERRA A UM MITO E VIVE POR ÊLE. O NOSSO MITO É O DO CRESCIMENTO ECONÔMICO"- Tim Jackson

sexta-feira, 28 de maio de 2010

HABITAÇÃO PARA A AGRICULTURA FAMILIAR


Nos últimos sete anos, o governo federal ampliou a capacidade de produção e o financiamento para os agricultores familiares. O passo seguinte será a melhoria das condições de habitação no campo.

“Defendo a criação dentro da Caixa [Econômica Federal], na gerência nacional de habitação de interesse social, de uma área especifica para tratar da habitação da agricultura familiar”, afirmou hoje a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, em entrevista coletiva na cidade de Chapecó (SC).

Conhecedora do tema, Dilma também falou sobre a necessidade de criar condições para manter os jovens no campo. Para isso, a petista afirmou que eles precisam ter acesso à educação de qualidade e às tecnologias disponíveis nas áreas urbanas, como a internet de banda larga.

O governo Lula ajudou muito a agricultura familiar a dar um passo importante. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), por exemplo, ampliou as linhas de crédito de custeio e investimento nas lavouras de R$ 4,5 bilhões em 2003 para R$ 15 bilhões no ano passado.

Em seu discurso, a petista disse conhecer a importância dos agricultores familiares para a economia e que vai lembrar deles a cada manhã, quando acordar e ver os alimentos que são produzidos por eles. “Eu sei que a agricultura familiar é responsável por 40% de toda riqueza que se produz no campo, sei que oito em cada dez tratores estão na agricultura familiar. Ela está mudando e está se tornando uma agricultura com mais técnica e mais profissionalização.”

Ao final, ela vestiu o chapéu dos agricultores familiares e foi provar o almoço que estava sendo preparado pelos produtores. “Eu tenho muita fé em vocês e eu tenho certeza dos meus compromissos e tenho certeza que juntos vamos desafiar os desafios e fazer um país melhor para nossos filhos, filhas, netas e netos.”

Bolívia

Dilma voltou a COMENTAR AS DECLARAÇÕES de integrantes da oposição que acusaram o governo boliviano de ser cúmplice do aumento do tráfico de drogas no Brasil. A petista lembrou que a Polícia Federal e o Ministério da Justiça trabalham em parceria com a Bolívia e, por isso, foi possível fechar recentemente uma unidade de refino de cocaína.

“Chamo a atenção para que haja prudência. Estadista não faz isso de incriminar um governo de outro país”, afirmou. “É diferente do que dizer que da Bolívia vem a droga. Dizer que da Bolívia vem droga é uma coisa, dizer que a responsabilidade é de um governo é outra diferente.”

Segundo Dilma, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro informou que os dois países trabalham em parceria. “No que se refere à questão das drogas é também importante sinalizar que a Polícia Federal e o Ministério da Justiça estão com uma operação bastante intensa com a Bolívia.”

ASSISTA AO DISCURSO DE DILMA.

OUÇA REPORTAGEM SOBRE HABITAÇÃO RURAL.


Conheça novas formas de prevenção à AIDS

Posted: 27 May 2010 07:25 PM PDT

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Sofrer Bullying é genético

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

AÉCIO DESCARTA DOBRADINHA COM SERRA


Ex-governador mineiro descarta dobradinha com Serra e reitera que é pré-candidato ao Senado
No seu retorno à cena política, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), descartou hoje a possibilidade de compor como vice a chapa encabeçada pelo pré-candidato tucano à Presidência, José Serra. Após um encontro no Palácio das Mangabeiras, Aécio, ao lado do governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) e do ex-presidente Itamar Franco (PPS), reafirmou a tese de que a melhor forma de ajudar na vitória de Serra e de Anastasia - pré-candidato em Minas - é "estando em Minas Gerais como candidato ao Senado."

Aécio retornou aos holofotes após quase um mês em férias no exterior, período em que a pré-candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff, subiu nas pesquisas de intenção de voto e aparece empatada tecnicamente com o presidenciável tucano.


Foto: Agência Estado
Itamar, Aécio e Anastasia após encontro no Palácio das Mangabeiras
"A minha decisão não pode ser tomada a partir de opiniões pessoais, até de boas intenções de alguns companheiros. Elas são legítimas, mas a minha decisão tem de ser tomada através de uma análise muito profunda que eu faço do cenário político. E estou absolutamente convencido de que a melhor forma de ajudar a dar a vitória ao governador Anastasia (...) e ao companheiro e amigo José Serra é estando em Minas Gerais como candidato ao Senado."

Sobre os que cobram "patriotismo" de sua parte, foi categórico: "Chega a ser uma piada. Ninguém fez mais gestos de generosidade dentro do PSDB em torno do nosso projeto do que eu."

'Campanha de beija-flor'

Coube a Itamar falar claramente da opção de Aécio pela sucessão estadual. Segundo o ex-presidente, se fosse candidato a vice, Aécio faria uma "campanha de beija-flor." "Viria aqui (no Estado) de vez em quando, e bicava aqui e bicava lá. Nós precisamos vencer (em Minas)", afirmou. "É fundamental e nós acreditamos nisso piamente, a vitória do governador Anastasia."

Embora tenha dito que "é bem possível" que ele e Itamar façam uma dobradinha na disputa pelo Senado, Aécio voltou a admitir o ex-presidente como possível vice de Serra, salientando que caberá ao pré-candidato a escolha do nome. "Sempre que se falar de Itamar Franco estará se falando de ética, de dignidade. Um homem em condições de ser candidato ao que quer que seja, à Presidência, à vice-presidência da República", disse. "O que posso garantir é que o palanque em que estiver o presidente Itamar Franco será o meu palanque."

Animação

O ex-governador disse que retorna ao País extremamente animado com os cenários nacional e estadual. Prometeu empenho na campanha e afirmou que estará ao lado de Serra, à disposição para viajar pelo Brasil com o pré-candidato. Ele reiterou que considera que a campanha, de fato, terá início após a Copa do Mundo.

"É natural que estejamos vivendo o tempo de algumas ansiedades, mas estou absolutamente convencido de que nós vamos em Minas Gerais ter um excepcional resultado, tanto dando a vitória ao governador Anastasia, porque isso é o melhor para Minas Gerais, quanto também dando a vitória aqui ao presidente José Serra", disse.

Para o ex-governador, sua confiança na eleição de Serra e Anastasia se baseia no fato de ambos serem as melhores alternativas. Aécio afirmou também que a campanha de Serra não deve ignorar os avanços do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também não deve deixar de apontar "os equívocos" da gestão petista.
Ultimo Segundo



"O SUS É UMA DAS MAIS IMPORTANTES CONQUISTAS DA SOCIEDADE BRASILEIRA NAS ÚLTIMAS DÉCADAS"


As prefeituras querem ter mais profissionais de saúde e defendem um reforço em sua estrutura de hospitais, postos de atendimento e equipamentos. Reunidos no 26º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, em Gramado (RS), os representantes das prefeituras discutiram esses temas e se encontraram hoje com a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

Ao falar com os secretários e profissionais do setor, Dilma fez questão de ressaltar a importância de quem trabalha na área e elogiou o modelo do Sistema Único de Sáude (SUS). “O SUS é uma das mais importantes conquistas da sociedade brasileira nas últimas décadas”, disse, acrescentando: “É preciso flexibilidade no sistema, em termos de reconhecer também as realidades regionais”.

A área de saúde, ressaltou ela, obteve avanços relevantes nos últimos sete anos, graças aos programas reconhecidos como eficientes pela população. Dilma citou o caso do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que, com suas ambulâncias para situações graves, já chega a 105 milhões de brasileiros e brasileiras.

Segundo ela, o Samu “já havia existido no passado”, mas só foi resgatado e ampliado pelo governo Lula, em setembro de 2003. Também foram lembradas por Dilma as experiências do Saúde da Família, que ultrapassou a marca de 97 milhões de pessoas atendidas, e do Brasil Sorridente, com cerca de 800 centros de especialidades odontológicas em todo o país.

A pré-candidata disse que o governo deve manter e ampliar a distribuição de remédios. No governo Lula, lembrou Dilma, surgiu a iniciativa de venda de remédios com preços populares, por meio do programa Farmácia Popular, com subsídios públicos para reduzir o custo final do produto. “Acredito que isso foi um grande passo”, disse.

Para ela, os remédios devem ter uma diminuição dos impostos cobrados, sendo “desonerados de uma forma radical”. “O acesso ao medicamento é uma questão muito importante, não só do ponto de vista da regulação, mas também em termos de garantir de maneira mais compatível com a nossa renda”, afirmou Dilma.

ASSISTA À REPORTAGEM SOBRE ENCONTRO EM GRAMADO (RS).

OUÇA REPORTAGEM SOBRE O QUE ESTÁ SENDO DISCUTIDO PELOS SECRETÁRIOS.

RÁDIO: SUS VEM SENDO APRIMORADO.

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Acabou o “lulismo” de Serra

Sei que é arriscado fazer previsões do tipo da que está aí em cima, no título, e se o caro amigo leitor me perguntar se tenho alguma informação de bastidor, sinceramente direi que não. Mas acho que está em curso uma rearrumação na campanha tucana.
Se me permitem certa licença narrativa, atentando mais para o conteúdo que para as cenas, acho que o processo se passou mais ou menos assim.
A análise pré-eleitoral partia de algumas constatações óbvias. Exceto diante de uma hecatombe econômica, o que lhes parecia improvável no curto prazo, o alto comando serrista sabia que a popularidade de Lula era indestrutível até outubro. Já a hipótese de Dilma, pessoalmente, não cair no gosto do povo era bem mais plausível.
Lembremo-nos que a cabeça dos marqueteiros, como a de certos políticos, funciona assim: “qual é a vantagem que eu levo se agir assim ou se agir assado?” é a pergunta essencial diante das opções políticas.
E, achando que a cabeça de Lula é como as suas, imaginaram que o presidente não fosse arriscar seu sólido prestígio – e uma eventual volta ao poder em 2014 – se atirando de corpo e alma na campanha de um “poste”. A máquina do PT, sobretudo a do PT paulista, que já não vibra de emoção com a candidatura Dilma “amoleceria”, aceitando de forma fleumática aquele “que vença o melhor” cínico dos que pensam, na verdade, em conservar seu poder, como Pilatos no credo.
Era a teoria do “pós-Lula”.
Mas o pós-Lula é pós-Lula, obviamente. E Lula está longe de estar “pós”. E já faz muito tempo, aliás desde o episódio do “mensalão”, que ele colocou os marqueteiros e os políticos “da máquina” reduzidos a, no máximo, darem seus palpites, em lugar de suas sábias “ordens”. Disse isso, falando sobre o acordo com o Irã: se dependesse dos marqueteiros, ele não teria ouvido nada diferente de “presidente, não ponha a mão nesta cumbuca”. Lula nem ligou e assumiu o papel – este, sim – de estadista e não se furtou a dar o passo que o Brasil precisava dar para se impor no cenário internacional.
O presidente Lula recusou a posição de “Michelle Bachelet” em que o pretendiam colocar, aquele papo de “não, o senhor é um estadista que tem que estar acima das paixões eleitorais”, e foi à luta para “grudar” Dilma a sua própria figura. Fez isso correndo risco e enfrentando as pressões que sabia que viriam, sobretudo, da mídia sobre a Justiça Eleitoral, para reduzi-lo ao silêncio, como vieram.
Muitos, amolecidos pelos anos de poder e mando, não puderam ou não quiseram compreender compreender que o presidente não apenas faria como já estava fazendo uma sinalização de que seu futuro político é o povo brasileiro e que, abandonando-o na disputa eleitoral, abandonaria a própria grandeza que construiu para si como governante, embora fosse contar, durante algum tempo, com uns editoriais favoráveis e uns tapinhas nas costas, como a gralha recebeu os elogios da raposa até abrir o bico e deixar o queijo cair.
Assim, Lula frustrou a imaginação em que se baseava a estratégia serrista e não deixou que a candidatura Dilma “estagnasse”, condição básica para os planos do “Serra lulista”.
Dilma cresceu, sólida e consistentemente. Nem mesmo o providencial Datafolha de março, criando uma diferença de nove pontos – ainda ampliada para 10, em abril – para criar um clima de dúvidas sobre a inexorabilidade do crescimento de Dilma como “a candidata de Lula” e a estratégia de aponta-la como incapaz e trôpega politicamente, para enfraquece-la junto ao eleitorado mais esclarecido, funcionaram.
Embora uma ou duas figuras de destaque tenham acreditado que poderiam ficar fazendo comentários “neutros” que a mídia se encarregava de tornar negativos, nem Lula tirou o corpo fora, nem Dilma escorregou ou se desqualificou pessoal ou politicamente.
Neste campo dos formadores de opinião, no qual a tucanagem pretendia deitar e rolar com a desvalorização de Dilma, como pessoa, acho que podemos nos cumprimentar – sem baixar a guarda – por ter a chamada blogosfera, na crescentemente importante comunicação via web, sustentado uma guerrilha que não apenas fustigou sem cessar o adversário como serviu como advertência ao pessoal do “tanto faz” de que pagaria, perante a população, um grave preço por isso.
Bem, já não há condições de deixar de encarar um fato objetivo: à medida em que cresce a informação sobre a definição eleitoral de Lula, crescem os índices de Dilma. O Datafolha teve de entregar os pontos que tirara dela. A marca de 44% dos eleitores dizendo que votará no candidato de Lula, acrescida dos que dizem que “podem votar”, chega a dois terços do eleitorado. É demais para ser vencido, se este referencial de voto não se retrair e, ao contrário, se expuser decididamente.
Faz duas semanas que há uma crise interna no comando serrista. A irritação do candidato, distribuindo grosserias a jornalistas – da qual o “fora” em Míriam Leitão foi a “jóia da coroa”, a refletiu.
Agora, porém, há uma nova orientação, difícil de implementar, tantas foram as mossas que o “Serrinha lulista” deixou no caminho. Aécio Neves, mesmo pressionado pela mídia, não parece ter muita disposição de receber de Serra o abraço do afogado. Fernando Henrique, solenemente posto para escanteio, este pode voltar, impelido pela própria vaidade, para ser o detrator “erudito” do operário.
E Serra, este vai aparecer como tem já aparecido nos últimos dias: o homem da autoridade, o repressor, o inimigo da esquerda latinoamericana, o “prendo e arrebento”. Sobre o episódio de ontem, quando acusou a Bolívia de ser “cúmplice” do narcotráfico, escreve a insuspeita Eliane Catanhede, hoje, na Folha, que “o tucano José Serra não cometeu uma gafe ao criticar o governo Evo Morales na Bolívia. Foi um ato calculado”.
Ela está certa. Foi, sim. A campanha de Serra percebeu que o “Serrinha lulista” não colou à esquerda, mas estava tendo um efeito dissolvente à direita. Ou, descrevendo melhor, não colou no povão e, na elite, não entusiasmou ninguém.
Serra, agora, quer se consolidar como “dono” dos 30% dos votos que a direita tem, quase sempre, nos grandes centros urbanos. Eles podem ser mais, se um governo progressista entra em crise, seja na economia, seja na credibilidade pública, com a ajuda da mídia. Mas também podem ser menos, ou se dividir com uma candidatura insossa, se o personagem da elite começa a se desgastar.
Perdoem-me a pretensão de analista. Mas ouso dizer a vocês, meus amigos, esta eleição será o que deve ser: um embate ideológico por um projeto de Brasil, não um festival de marquetagens. É o que, com minhas curtas pernas, venho dizendo desde setembro passado, quando escrevi que havia acabado o “Lulinha Paz e Amor”.
Acabou também o “Serrinha lulista”.
A direita vem com sua própria e feroz cara. A nós, cabe o combate em todas as frentes, preservando o presidente dos pequenos enfrentamentos. A Lula, cabe aguardar, com a lucidez e frieza de um zagaieiro, porque é sobre ele que a onça, acuada, vai saltar.
Brizola Neto /O Tijolaço

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA


Gravidez na adolescência pode aumentar riscos de morte de bebê durante o parto

De acordo com a equipe de pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, foram realizadas 10.72 entrevistas

Mãe e bebê após parto em sala de cirurgia
Engravidar na adolescência, ser vítima de violência doméstica e adoecer são causas que podem aumentar os riscos de morte do bebê logo após o nascimento, é o que diz um estudo publicado nos Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz. O estudo foi conduzido pela pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Elaine Fernandes Vilellas de Oliveira, e foi publicado na edição de março de 2010.

Segundo os pesquisadores, foi realizado um levantamento para a coleta de dados, que é integrande do Estudo da Morbi-mortalidade e da Atenção Peri e Neonatal da cidade do Rio de Janeiro, desenvolvido com amostra de mães que deram à luz em maternidade do município. De acordo com a equipe de pesquisa, foram realizadas 10.72 entrevistas. No total, eles atestam que foram selecionadas 47 instituições: 12 compuseram o primeiro estrato amostral, correspondendo a 34,8% dos partos; 10, o segundo estrato, correspondendo a 34,4% dos partos; e 25, o terceiro, com 30,8% dos partos. Ainda segundo eles, as perdas contabilizaram 4,5% do total de partos ocorridos, sendo os principais motivos a alta precoce da mãe ou sua recusa em participar da pesquisa.

Os autores revelam que " das 9.041 puérperas que permaneceram no estudo, 22% eram adolescentes, com idade entre 12 e 19 anos. Dentro desse grupo, a proporção de mães que tiveram filhos antes dos 16 anos foi de 2,5%. A média de idade foi de 17,4 anos para as mães adolescentes e 26,3 para puérperas entre 20 e 34 anos" . Em relação aos óbitos, " foram identificadas diferenças importantes: as mães das crianças que vieram a falecer apresentaram maior frequência de cor da pele preta ou parda, de episódios de agressão física na gestação, de morbidades pré-gestacionais e durante a gestação" . Ainda quanto à escolaridade e à idade da mãe, segundo a pesquisa, " as médias foram mais baixas dentre as puérperas que tiveram, como desfecho, os óbitos dos seus bebês" .

Para os autores, " os resultados obtidos reafirmam, no município do Rio de Janeiro, a contribuição de fatores socioeconômicos, assistenciais e psicossociais, das características maternas e da criança na determinação dos óbitos fetais e infantis" . Além disso, " as desigualdades raciais tornam-se expressão de disparidades sociais, sendo fatores condicionantes da maior dificuldade de acesso aos serviços e cuidados de saúde. O efeito protetor em relação ao óbito neonatal para os filhos de mulheres brancas é fato documentado na literatura, ainda quando controlado pelas condições socioeconômicas" .

No entanto, eles garantem que foi verificada " uma tendência maior de óbitos no primeiro ano de vida à medida que diminuía a idade materna, apresentando um efeito direto sobre os óbitos pós-neonatais e um efeito indireto, intermediado por outras variáveis, sobre os neonatais" .

Fonte: Isaude.net

REDUÇÃO DE IMPOSTOS


Reduzir os impostos cobrados sobre os remédios é uma questão de justiça social, avaliou hoje a pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, em entrevista à Rádio Tupi AM de São Paulo. Segundo ela, medicamentos podem ter menos tributos, o que abre caminho para a queda dos preços e beneficia a população.

“É uma questão até de justiça social reduzir a tributação sobre o remédio e assegurar que haja uma redução no preço. Porque muitas vezes você tira o imposto e não diminui o preço. Então, temos que fazer as duas coisas: tirar o imposto e garantir que se reduza o preço do remédio”, defendeu Dilma.

A pré-candidata do PT disse ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser ampliado e melhorado com atendimento voltado para emergência e consultas com especialistas em policlínicas, desafogando os hospitais públicos. “No caso mais grave, você vai para o hospital. Esse é o meu objetivo: montar essa cadeia. Querer um pouco mais e melhorar sempre.”

Já na entrevista à Rádio Record de São Paulo, Dilma Rousseff afirmou que saneamento básico também é questão de saúde pública. “No Brasil, você tem até a coleta do esgoto, mas não tem o tratamento. Quem acaba prejudicado é a criança e o idoso. É preciso resolver o problema de saneamento.”

Ela reforçou a importância de uma Reforma Tributária que atinja também a folha de pagamento das empresas, sem “penalizar” o emprego. Para Dilma, a redução dos encargos trabalhistas vai permitir a ampliação do número de postos de trabalho no Brasil e o aumento de pessoas com carteira assinada. “Quando você diminui a quantidade de imposto que se coloca sobre o emprego, você permite que haja uma expansão dos postos de trabalho e também uma formalização.”

quarta-feira, 26 de maio de 2010

INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA


O governo Lula colocou os investimentos em infraestrutura “na ordem do dia” com Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a partir de 2007. Segundo a pré-candidata Dilma Rousseff, esse movimento foi fundamental para o país, mas reconheceu que é preciso atrair mais o investimento produtivo externo.

“O PAC não é uma lista de obras”, reiterou Dilma, no encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além de citar os investimentos em rodovias e ferrovias do país, Dilma destacou os recursos para as obras de saneamento, habitação e urbanização nas cidades. “Modificamos a nossa concepção de infraestrutura.”

A pré-candidata afirmou ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu “um salto” no financiamento de infraestrutura com um crescimento de 577% nos investimentos a partir de 2002. “As condições estruturais estão dadas. Agora, é preciso avançar”, disse Dilma.

Segundo ela, uma das mudanças necessárias para os próximos anos é a Reforma Tributária. Dilma avaliou que a estrutura de impostos no país afeta tanto as empresas como o Estado, que tem que manter uma estrutura caríssima para arrecadar.

“Tenho visto também que é importante discutir a questão do Custo Brasil”, disse ela. “Tanto pelo PIS/Cofins, quanto pelo ICMS, é fundamental [reduzir] para avançar a competitividade. A energia é elemento fundamental na cadeia de produção.”

Ela defendeu também a redução de impostos na folha de pagamento de funcionários nas empresas. Isso, lembrou Dilma, incentiva a geração de empregos e melhora o ambiente de negócios no país. Para isso, Dilma disse que talvez seja necessário que o Tesouro Nacional assuma algumas das desonerações para que a Previdência Social não sofra um impacto tão forte.

ASSISTA À ÍNTEGRA DA SABATINA COM DILMA E A ENTREVISTA COLETIVA.

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DILMA ALERTA PARA RISCO DE REVERSÃO DE CONTRATOS.

EMPRESÁRIOS QUEREM REFORMAS E MAIS INVESTIMENTOS.

CORTE DE GASTO PÚBLICO DEVE TER CRITÉRIO.

CATEGORIAS: DILMA, ECONOMIA, HABITAÇÃO, INFRAESTRUTURA, LULA, ENERGIA, TRANSPORTE

terça-feira, 25 de maio de 2010



Cientistas criam primeira célula bacteriana sintética auto-replicante

A célula sintética é chamada Mycoplasma mycoides e é a prova do princípio de que os genomas podem ser projetados no computador

Os investigadores no Instituto J. Craig Venter (JCVI), organização de pesquisa genômica localizada em Rockville, no estado americano de Maryland, divulgaram os resultados que descrevem a construção bem-sucedida da primeira célula bacteriana sintética auto-replicante. A equipe sintetizou um cromossomo pares de base de Mycoplasma mycoides genoma modificado. A célula sintética é chamada Mycoplasma mycoides JCVI-syn1.0 e é a prova do princípio de que os genomas podem ser projetados no computador, feita quimicamente em laboratório e transplantadas em um receptor de células para produzir uma nova célula de auto-replicação controlada apenas pelo genoma sintético.

A pesquisa foi publicada por Daniel Gibson e outros pesquisadores na edição de 20 de maio da Science Express e será publicada na próxima edição impressa da revista.

"Por quase 15 anos Ham Smith, Clyde Hutchison e o restante da nossa equipe têm trabalhado para a conclusão com êxito do nosso trabalho para a construção de uma célula bacteriana, que é totalmente controlado por um genoma sintético", disse J. Craig Venter, Ph.D., fundador e presidente, JCVI e autor sênior no papel. "Nós temos sido consumidos por essa pesquisa, mas também estamos igualmente focados em abordar as implicações sociais do que acreditamos ser uma das mais poderosas tecnologias e drivers para o bem da sociedade industrial. Aguardamos com expectativa a revisão contínua e diálogo sobre as aplicações importante deste trabalho para garantir que ele é para o benefício de todos", completou.

De acordo com Dr. Smith, "com esta primeira célula sintética bacteriana e as novas ferramentas e tecnologias que desenvolvemos para completar com sucesso este projeto, agora temos os meios para dissecar o conjunto de instruções genéticas de uma célula bacteriana para ver e entender como ele realmente funciona".

Para concluir esta etapa final do processo de quase 15 anos para construir e inicializar uma célula sintética, os cientistas JCVI começaram com o genoma digitalizado da bactéria M. mycoides. A equipe projetou 1.078 fitas específicas de DNA que eram 1.080 pares de bases. Estas fitas foram projetadas de modo que as extremidades de cada fita de DNA sobreposta cada um dos seus vizinhos, 80 pb. As cassetes foram feitos de acordo com as especificações JCVI pela companhia de síntese de DNA, Blue Heron Biotechnology.

Foi empregado um processo de três estágios usando o sistema de montagem descrito anteriormente para a construção do genoma usando o 1078 fitas. A primeira fase, tendo 10 fitas de DNA em um momento de construir segmentos. Na segunda fase, estes segmentos são tomadas 10.000 bp 10 em um tempo para produzir onze segmentos

.000 pb. Na etapa final, todos os 11, 100 kb segmentos foram montados em todo o genoma sintético em células levedura e cresceu como um cromossomo artificial de levedura.

A M. mycoides completa do genoma sintético foi isolada a partir da célula de levedura e transplantadas em élulas Mycoplasma capricolum destinatário que tiveram os genes para sua enzima de restrição removida. O DNA do genoma sintético foi transcrita em RNA mensageiro, que por sua vez, foi traduzido para novas proteínas. O genoma do M. capricolum ou foi destruído por M. mycoides enzimas de restrição ou foi perdida durante a replicação celular. Após dois dias de células viáveis M. mycoides, que continha apenas DNA sintéticas, eram claramente visíveis em placas de petri contendo meio de crescimento bacteriano.

"Para produzir uma célula sintética, o nosso grupo teve de aprender a seqüência, sintetizar e genomas transplante. Muitos obstáculos tiveram que ser superadas, mas estamos agora com a possibilidade de combinar todas estas etapas para produzir células sintéticas em laboratório", afirmou Dr. Gibson. "Podemos agora começar a trabalhar no nosso objectivo final de sintetizar uma célula mínima, contendo apenas os genes necessários para sustentar a vida na sua forma mais simples. Isso nos ajudará a compreender melhor como as células de trabalho", completou.

Esta publicação representa a construção da maior molécula sintética de uma estrutura definida, o genoma é quase o dobro do tamanho da síntese anterior Mycoplasma genitalium. Com esta prova bem sucedida, o grupo irá agora trabalhar na criação de um genoma mínimo, que tem sido uma meta desde 1995. Eles vão fazer isso, a destruir no genoma sintético e experiências de transplante de repetir até que não haja mais genes pode ser interrompida e o genoma é tão pequena quanto possível. Esta célula mínima será uma plataforma para analisar a função de cada gene essencial em uma célula.

"Para mim a coisa mais notável sobre a nossa célula sintética é que o seu genoma foi projetado no computador e trazido à vida através de síntese química, sem a utilização de qualquer pedaço de DNA natural. Este desenvolvimento envolvidos muitos métodos novos e úteis ao longo do caminho. Reunimos um incrível grupo de cientistas que fizeram isso possível", disse Dr. Hutchison.

Como na publicação da equipe de 2008, em que descreveu a síntese bem-sucedida do genoma da M. genitalium, eles projetaram e inseriram no genoma o que eles chamavam de marcas d'água. Estes são projetados especificamente os segmentos de DNA que usam o alfabeto "de genes e proteínas que permitem ao pesquisador enunciar as palavras e frases. As marcas são um meio essencial para provar que o genoma é sintética e não nativos, e para identificar o laboratório de origem. Codificadas no watermarks é um código novo DNA para escrever palavras, frases e números.

Os cientistas JCVI imaginam que o conhecimento adquirido com a construção desta célula auto-replicantes primeiro sintéticas, juntamente com a diminuição dos custos para a síntese de DNA, dará origem a uma maior utilização desta poderosa tecnologia. Este será, sem dúvida, conduzir ao desenvolvimento de muitas aplicações importantes e produtos, incluindo os biocombustíveis, vacinas, medicamentos, água potável e alimentos. O grupo continua a conduzir e apoiar a discussão ética e revisão para garantir um resultado positivo para a sociedade.

ISaúde.net

ESTRATEGISTA DO DEM /PSDB DESENHA VITÓRIA DE DILMA




O sociólolgo Antonio Lavareda, que por muitos anos vem prestando serviços de consultoria política ao DEM e PSDB, diz que se 80% dos eleitores que desejavam um terceiro mandato para Lula votarem na pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ela vencerá as eleições. Com base nos dados da última pesquisa do Datafolha, onde a petista aparece empatada tecnicamente com o ex-governador tucano José Serra (SP), o estrategista afirmou que a candidata caminha para alcançar esses votos. “A parcela da opinião pública que gostaria de votar no Lula varia entre 60% e 75%. A Dilma já realizou até agora um pouco menos de 70% desse público. Quer dizer, realizou na intenção de voto no segundo turno. No primeiro turno, ela só realizou 55% desse eleitorado. (...) A eleição de 2010 vai se resolver em torno dessa questão: se os eleitores que gostariam de votar num terceiro mandato votarão ou não na Dilma Rousseff”, disse Lavareda em entrevista a Terra Magazine.
Para ele, Dilma está avançando no eleitorado que é a favor do terceiro mandato de Lula. “Então, resta ver se ao longo da campanha ela vai conseguir capitalizar toda essa parcela do eleitorado que gostaria de um terceiro mandato do presidente Lula. Ou se não vai conseguir isso. A eleição de 2010 vai se resolver em torno dessa questão: Se 80% desses eleitores aderirem a Dilma, ela ganha a eleição. Essa é a questão básica da eleição deste ano”, analisou.

Voto espontâneo
Outra vantagem da candidata, na opinião dele, é com relação a intenção de voto espontâneo, isto é, quando não é apresentado ao eleitor a lista dos candidatos. No Datafolha, Dilma aparece com 19% contra 14% de Serra. “Ela abre uma liderança de 5 pontos sobre o candidato Serra, lembrando que há ainda um estoque de reserva de 5 pontos de intenção de voto espontâneo no Lula. Na verdade, você pode pensar que, potencialmente, a Dilma tem hoje cerca de 24% das intenções de voto espontâneas, o que é um número bastante expressivo a essa altura do processo eleitoral”, considerou.
O sociólogo observou que em dois anos a candidata petista reverteu diferença de 40 pontos. "Outra coisa importante dessa pesquisa é que, independente da margem de erro, a Dilma ultrapassa, nominalmente, o Serra no segundo turno. Quando você olha pra trás, pra 2008, nesse mesmo período do ano - em abril, maio -, a liderança de Serra era de 40 pontos, no segundo turno, sobre a Dilma. Em maio de 2009, a diferença era de 20 pontos. E agora estão empatados, o que mostra uma trajetória impressionante da candidata Dilma Rousseff”, diz.
Prosseguiu ainda: “Ela reverteu uma diferença de 40 pontos das intenções de voto no segundo turno. Esse é o dado que mais chama a atenção na pesquisa: a evolução dela no segundo turno. Até porque já se sabe hoje que essa vai ser uma eleição resolvida no segundo turno. Ela tem uma trajetória impressionante. Evidentemente, essa trajetória está associada ao Lula.”

segunda-feira, 24 de maio de 2010

SINAL AMARELO PARA O TUCANATO.


Sob o impacto do último Datafolha, que registra a queda de José Serra, PSDB,a coordenação de campanha do tucano se reúne hoje para mudar sua estratégia e agenda, que agora será de pedir votos.

Além disso, o PSDB pretende fazer uma nova investida sobre Aécio Neves, que volta amanhã após 25 dias passeando nos Estados Unidos, para que o Aécio aceite ser vice na chapa de Serra.O comando da campanha do Serra avalia que, com Aécio como vice, será a única chance de José Serra vencer a eleição, já que, segundo o partido, Serra passará a contar com 2 milhões de votos, ao menos

Fora a pesquisa, pesa sobre Aécio um tropeço do senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Cotado como alternativa ao mineiro, Dornelles apresentou, na semana passada, uma emenda que atenua a exigência de ficha limpa para que políticos concorram às eleições.

Os tucanos evitam falar em mudanças imediatas, mas admitem que o resultado da pesquisa, além de acender o sinal amarelo na campanha, revela que a eleição será muito acirrada.Coisa que o Serra não esperava e o PSDB, já dava a eleição como ganha

Para o Distrito Federal, a ideia é lançar um candidato que divulgue o número do partido, como Maria Abadia.

No Amazonas, Serra deverá ir ao Estado (mesmo sem palanque definido) e construir um discurso favorável à Zona Franca de Manaus.O núcleo da campanha diz que que Serra voltará à dianteira após o programa eleitoral do PSDB, em 17 de junho.
Fonte: texto do dr.Saraiva/Charge do Sinfrônio

Criadas moléculas capazes de bloquear a degradação da insulina no organismo

Descobertas poderão estabelecer as bases para uma nova classe de medicamentos utilizados no tratamento do diabetes


Cientistas da Clinica Mayo, na Flórida, identificaram moléculas potentes capazes de bloquear a degradação da insulina no corpo, facilitando o tratamento do diabetes. Os pesquisadores dizem que suas descobertas poderão estabelecer as bases para uma nova classe de fármacos que tratam o diabetes.

As moléculas minúsculas que eles desenvolveram trabalham inibindo uma máquina molecular potente, conhecida como enzima degradadora de insulina (IDE) de degradar o hormônio. Isso mantém a insulina no organismo mais tempo para ajudar a remover a glicose do sangue.

"A descoberta pode levar a medicamentos que os diabéticos podem usar para ajudar a trabalhar melhor e por mais tempo a insulina", disse o pesquisador principal do estudo, Malcolm Leissring.

A IDE é uma protease, enzima que corta proteínas ou peptídeos em pedaços menores. Segundo Leissring, inibidores têm sido desenvolvidos para praticamente todas as proteases biomedicáveis importantes no organismo. "É muito surpreendente que os inibidores da IDE não tenham sido desenvolvidos antes, especialmente dada a relação especial da IDE com a insulina."

"Se IDE é inibida, a insulina permanece no organismo por mais tempo. Normalmente, cerca de metade da insulina produzida pelo pâncreas é imediatamente destruída pelo fígado, ninguém sabe por que isso ocorre, mas pode ser uma forma de regular a quantidade de insulina que entra na corrente sanguínea" acrescentou o pesquisador.

Leissring explicou que quando a insulina atinge as células ela é normalmente destruída muito rapidamente pela IDE e que, quando você para esse processo com um inibidor de IDE, a insulina permanece por mais tempo no interior da célula, permitindo que o hormônio funcione com mais eficiência.

"Inibidores de IDE também podem ser benéficos para outras doenças além do diabetes. A insulina está envolvida em uma ampla gama de processos surpreendentemente importantes, incluindo a memória e a cognição, assim os inibidores podem vir a ter múltiplos usos", concluiu Leissring.

Fonte: Isaude.net