"TODA SOCIEDADE SE AFERRA A UM MITO E VIVE POR ÊLE. O NOSSO MITO É O DO CRESCIMENTO ECONÔMICO"- Tim Jackson

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

DILMA ESCOLHE PATRIOTA PARA O MINISTÉRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES


A presidente eleita Dilma Rousseff fechou ontem sua escolha para o comando da diplomacia brasileira em seu governo. O novo ministro das Relações Exteriores deverá ser o atual secretário-geral da pasta, Antonio Patriota.

Ex-embaixador nos Estados Unidos, Patriota assumiu no ano passado o segundo posto na hierarquia do ministério, logo abaixo do atual chanceler, Celso Amorim, após uma dança das cadeiras no governo. O então secretário-geral, Samuel Pinheiro Guimarães, saiu por atingir a idade limite para a diplomacia e foi deslocado para o Ministério de Assuntos Estratégicos.


Dentro do Itamaraty, Patriota é bastante ligado a Amorim na postura do país frente aos assuntos internacionais. A escolha de Dilma pode ser interpretada como mais um sinal de continuidade.

Na política externa, indica disposição para fortalecer o papel de liderança do Brasil na América do Sul, crescente influência econômica e ajuda sobre o continente africano e ainda lugar de destaque nos fóruns internacionais como representante de países emerges

Outro aspecto que pode ter pesado é o fato de Patriota ter ocupado a embaixada brasileira em Washington, passando pela transição entre o governo de George W. Bush (2000-2008) e de Barack Obama (2009-). Nos últimos anos, os EUA têm colecionado uma série de atritos com o Brasil, principalmente por causa das relações com o Irã.


Segundo um interlocutor próximo, a escolha foi comunicada ontem por Dilma à equipe de transição. O anúncio ainda será feito oficialmente até a próxima semana.

Nos bastidores, Dilma procurava uma mulher para assumir o ministério. Mas com poucos nomes à disposição no Itamaraty, optou pelo caminho mais seguro. Antes, foram cogitados os nomes da embaixadora do Brasil na ONU Regina Maria Cordeiro Dunlop, da subsecretária-geral de Política, Vera Lúcia Machado e da subsecretária Maria Edileuza Reis, entre outras.

FONTE:R7

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Vida onde não se imaginava

Nasa anuncia a descoberta de bactérias que crescem em ambiente cheio de arsênio, tóxico para a maioria dos seres vivos. Novidade amplia a busca por vida extraterrestre (divulgação)

Vida onde não se imaginava

3/12/2010

Agência FAPESP – As chances de existir vida em outros planetas acaba de aumentar. Pelo menos de acordo com o anúncio feito na tarde desta quinta-feira (2/12) pela Nasa, a agência espacial norte-americana, que destaca a descoberta de um organismo que cresce onde não se imaginava que pudesse existir vida.

O anúncio, transmitido para todo o mundo pela internet, refere-se ao estudo feito por Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, e colegas e publicado na nova edição da revista Science.

Os cientistas descobriram uma bactéria (linhagem GFAJ-1 da famíliaHalomonadaceae) capaz de sobreviver e de prosperar em um ambiente cheio de arsênio. O elemento químico, até então, era considerado altamente tóxico a todos os seres vivos.

Da baleia à bactéria Escherichia coli, passando pelo homem e todos os mamíferos, os organismos terrestres dependem dos mesmos seis elementos: oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, fósforo e enxofre.

A bactéria que acaba de ser descrita é a primeira exceção. E essa inusitada forma de vida não foi encontrada em outro planeta, como inicialmente deu a entender o aviso feito pela Nasa no início da semana, de que divulgaria “uma descoberta em astrobiologia que impactará a busca por evidência de vida extraterrestre”. A bactéria foi encontrada mesmo no hipersalino e altamente tóxico lago Mono, na Califórnia.

Não é uma vida extraterrestre, mas, segundo a Nasa, a descoberta amplia a busca por formas de vida desconhecidas, tanto na Terra como fora dela. Até agora, a busca tem se voltado a planetas com circunstâncias semelhantes às que se consideravam fundamentais para a existência de vida.

Ambientes venenosos – pelo menos para a maior parte dos habitantes da Terra –, como lotados de arsênio, passam a contar. A bactéria é a mais nova personagem entre os organismos extremófilos, capazes de sobreviver em condições extremas e prejudiciais à maioria das formas de vida terrestres.

Após recolher amostras da bactéria no lago californiano, Felisa e colegas realizaram experimentos em laboratório com o organismo. Verificaram que a GFAJ-1 foi capaz de transformar arsênio em fosfatos e até mesmo dispensar o fósforo. O arsênio substituiu o fósforo até mesmo no DNA da bactéria, que continuou a crescer.

“Conhecíamos microrganismos capazes de respirar arsênio, mas agora encontramos um que faz algo totalmente novo: constrói partes de si mesmo com arsênio. Se algo aqui na Terra pode fazer algo tão inesperado, o que mais a vida pode fazer que ainda não vimos?”, disse Felisa.

“A definição de vida acaba de se expandir. À medida que prosseguimos em nossos esforços para procurar por sinais de vida no Sistema Solar, teremos que pensar mais ampla e diversamente e considerar vidas de que não tínhamos conhecimento”, disse Ed Weiler, administrador da divisão de ciência da Nasa.

O artigo A Bacterium that Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus (10.1126/science.1197258), de M.Thomas Gilbert e outros, pode ser lido por assinantes da Science emwww.sciencemag.org/cgi/content/abstract/science.1197258

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Austeridade sem vassalagem

Austeridade sem vassalagem

UM GRANDE EXEMPLO

Juiz proíbe festa em Fortaleza até haver solução para espera por cirurgia ortopédica

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27 de novembro de 2010 às 09:56

A União, o governo estadual do Ceará e o município de Fortaleza estão proibidos de gastar dinheiro público para promover festas e fazer propagandas institucionais enquanto não solucionarem o problema da fila de espera para cirurgias eletivas ortopédicas de alta complexidade em dois hospitais da capital cearense.

A decisão foi tomada na quarta-feira pelo juiz José Eduardo Vilar Filho, que julgou ação civil pública do Ministério Público Federal.

Hoje, de acordo com a decisão, mais de 2.400 pessoas aguardam na fila por esse tipo de cirurgia na cidade. A espera pode levar mais de quatro anos.

O juiz fixou prazos que variam de 3 a 36 meses e estabeleceu metas para que a redução no tempo de espera ocorra de forma gradual.

Em três anos, o tempo máximo de espera deverá ser de três meses. Com 20 dias de atraso no prazo estabelecido, fica proibida a veiculação de propagandas institucionais. A proibição de festas e shows acontecerá no caso de 30 dias de descumprimento.

Segundo a assessoria de imprensa da Justiça Federal no Ceará, cabe recurso.

A Secretaria da Saúde do Ceará afirmou, por meio da assessoria, que reconhece o problema com as cirurgias ortopédicas e que está trabalhando para habilitar mais hospitais a realizar cirurgias eletivas de complexidade.

(Folha Online)/JORNAL PEQUENO ON LINE.

Rio: fronteiras brasileiras reforçadas por 1500 homens

Rio: fronteiras brasileiras reforçadas por 1500 homens

O PÚBLICO E O PRIVADO


Estatais investem R$ 64,8 bilhões até outubro, recorde dos últimos 15 anos

Posted: 01 Dec 2010 08:23 PM PST

Amanda Costa e Milton Júnior, Contas Abertas

“Nunca antes na história deste país as empresas estatais investiram tanto como neste ano. Juntas, as 75 companhias federais aplicaram, até outubro, R$ 64,8 bilhões em estradas, portos, aeroportos, plataformas petrolíferas e em projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O montante equivale a 68% do orçamento programado para investimentos em projetos de infraestrutura no país até o final do ano, estimado em R$ 94,9 bilhões. As aplicações das estatais também representam um crescimento real de 16% ante o mesmo período do ano passado, quando foram aplicados R$ 56 bilhões, e são recordes desde pelo menos 1995 (veja tabela). As informações foram divulgadas hoje pelo Ministério do Planejamento.

O setor de energia, onde estão incluídas as programações do Grupo Petrobras e Eletrobras, foi o responsável pela maior parte das aplicações, tendo recebido recursos da ordem de R$ 61,2 bilhões entre janeiro e outubro deste ano. Alguns programas, principalmente no âmbito do setor petrolífero, se destacaram. O programa “oferta de petróleo e gás”, por exemplo, concentrou R$ 27,7 bilhões dos investimentos realizados. As atividades do setor de energia estão vinculadas ao Ministério de Minas e Energia. Na contramão, as programações vinculadas ao Ministério do Transporte não desembolsaram um centavo até outubro deste ano.

Das 75 empresas que tiveram programação neste ano, dezoito apresentaram, até outubro, desempenho superior à média geral de 68% de execução. As entidades Manutenção e Adequação da Infraestrutura Operacional do Estado de São Paulo (Ceagesp) e a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), esta do grupo Petrobras, chegaram a ultrapassar o total previsto no orçamento de investimentos, com o desembolso respectivo de 726% e 116% de seus orçamentos. Contudo, as companhias aguardam a aprovação no Congresso Nacional de créditos adicionais para subsidiar as aplicações já realizadas.”
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NASA ANUNCIA PROVAS DE VIDA EXTRATERRESTRE

Redação SRZD | Ciência e Saúde | 02/12/2010 07h09

Foto: Divulgação

A agência espacial norte-americana, a Nasa, faz suspense mundial para anunciar uma descoberta ligada à vida extraterrestre, na tarde desta quinta-feira. A coletiva para a divulgação da descoberta, bem como as consequências da pesquisa acontece às 14h (às 17h no horário de Brasília) em Washington, nos Estados Unidos.

Os participantes da entrevista que promete confirmar uma descoberta com provas da existência de vida fora do planeta Terra são: Mary Voytek, diretor do programa de Astrobiologia da NASA, Felisa Wolfe-Simon, pesquisadora do departamento de pesquisas geológicas dos Estados Unidos; Pamela Conrad, astrobiologista do Centro Espacial Goddard; Steven Benner, da Fundação para Evolução Molecular Aplicada e James Elser, professor da Universidade Estadual do Arizona.

SRZD

SAÚDE DEVE BUSCAR MELHORIAS NA GESTÃO. DESCARTADA A CRIAÇÃO DE TRIBUTOS .


01.12.2010

A área de Saúde deve mostrar bons resultados de atendimento à população para reivindicar mais recursos públicos. E esse aumento de financiamento não deve vir de um aperto da carga tributária ou da recriação de impostos como a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Esse foi o recado dado pela presidente eleita Dilma Rousseff a 33 especialistas que se reuniram hoje com a equipe de transição.

“A presidente eleita acha que a gestão do setor de saúde pode melhorar e muito. Isso não precisa necessariamente passar por aumento de imposto”, disse o coordenador técnico José Eduardo Cardozo, que fez um relato aos jornalistas das discussões realizadas no encontro. Ele descartou qualquer aumento de tributos para custear a Saúde.

Cardozo também fez questão de avisar que a presidente eleita ainda não decidiu quem será o ministro da Saúde. Segundo ele, Dilma ressaltou que o futuro ministro deve estar à altura de antecessores como Adib Jatene e do atual titular José Gomes Temporão. Ambos foram os principais palestrantes na tarde de hoje.

“Ela [Dilma] vai escolher alguém que possa ser um transformador da Saúde brasileira”, relatou Cardozo, acrescentando que a presidente não citou possíveis nomes durante o seminário.

Mais recursos

Para os participantes do encontro, um dos maiores desafios da saúde no Brasil é a questão do financiamento. Atualmente o gasto público do País com saúde é menor que o privado: 56% contra 44%. O alerta foi feito pelo médico e ex-ministro Adib Jatene. Ele enfatizou que é preciso urgentemente “arrumar uma forma” de disponibilizar recursos orçamentários.

Segundo ele, os melhores hospitais brasileiros hoje são privados porque têm um financiamento mais eficiente – o que não acontecia no passado, quando prevaleciam os hospitais públicos. Ele citou o caso da Alemanha, onde, por exemplo, 77% dos recursos para a saúde são públicos, contra 23% de recursos privados.

Encontro

O seminário foi aberto pelo coordenador técnico da equipe de transição, Antonio Palocci, e foi encerrado pela presidenta Dilma. Entre os particpantes, estavam o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Aloísio Teixeira; o secretário estadual de Saúde da Bahia, Jorge Solla; o cirurgião e gastroenterologista Raul Cutait; o superintendente do Hospital Sírio Libanês de São Paulo, Gonzalo Vecina; e o presidente da Unimed, Eudes Aquino.

Palocci destacou que, “como todos sabem, os desafios da Saúde são enormes” e que o seminário representou uma oportunidade para reunir elementos que possam auxiliar o futuro governo nesta área. Segundo ele, a grande prioridade da presidenta Dilma é conseguir avanços significativos nos serviços prestados ao cidadão.

Na primeira palestra, o atual ministro José Gomes Temporão apresentou uma série de propostas, entre elas a de aprofundar programas como o Sistema Único de Saúde (SUS); as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Brasil Sorridente. Temporão defendeu ainda a ampliação do acesso da população a diagnósticos e a consultas especializadas.

Ele ressaltou que o Brasil passa por uma grande transição na saúde, em que doenças infecciosas estão sendo reduzidas por um lado, enquanto de outro lado aumenta a incidência de doenças crônicas –como a hipertensão e a diabetes. “Esse é um dos grandes desafios do futuro”.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

INUNDAÇÕES EM SÃO PAULO-NOVAS CALAMIDADES

Jornal da Record - 30/11/2010
Vídeo: Chuva forte atinge a cidade de São Paulo nesta terça-feira (30)
A cidade registrou pelo menos 20 pontos de alagamentos. Um córrego, no ABC Paulista transbordou e atingiu a rodovia Anchieta. Pessoas ficaram ilhadas e carros ficaram embaixo d’água
SPTV 2ª Edição - 30/11/2010
Vídeo: Chuva deixa capital paulista com 22 pontos de alagamento
São Paulo entrou em estado de atenção. As regiões Sul e Leste foram as mais atingidas. O aeroporto de Congonhas ficou fechado por pouco mais de uma hora
SPTV 2ª Edição - 30/11/2010
Vídeo: Santo André é a cidade mais atingida pela chuva da Região Metropolitana
É a segunda vez, em menos de uma semana, que um temporal provoca estragos na capital e na Região Metropolitana. A chuva interditou a Via Anchieta e deixou ruas alagadas
SPTV 2ª Edição - 30/11/2010
Vídeo: Moradores de Santo André protestam contra as consequências da chuva
Moradores colocaram fogo em pedaços de madeira na Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo. Uma faixa chama a tenção para a importância da educação ambiental
Jornal Nacional - 30/11/2010
Vídeo: Temporal provoca alagamentos na Região Metropolitana de São Paulo
Bom Dia São Paulo - 01/12/2010
Tempestade causa prejuízos no interior de São Paulo
Em Bauru, na Avenida Nações Unidas, é possível ver os estragos causados pela chuva. O asfalto cedeu por causa da força da água e a lama tomou conta das ruas

FONTE:COLABORADOR DENIS LIBÂNIO

Reação no PMDB barra Côrtes na Saúde

Secretário vira alvo de disputa entre governador do Rio, seu padrinho, e a direção do partido; suspeita de corrupção também atrapalha

01 de dezembro de 2010 | 22h 03

Menos de 24 horas depois de ter sido anunciado como o escolhido para o Ministério da Saúde da presidente eleita, Dilma Rousseff, o médico ortopedista Sérgio Luiz Côrtes viu seu nome revogado do cargo em meio a uma crise política envolvendo o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e a bancada peemedebista na Câmara.

Cabral era o padrinho da indicação, que não foi acatada nem pelo vice de Dilma, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), nem pela bancada do partido.

Dilma ficou irritada com o que chamou de "precipitação" no anúncio de nomes do ministério. Em reunião com médicos, ontem, no Centro Cultural Banco do Brasil, ela afirmou que os indicados para o setor ainda não foram definidos. "Eu queria deixar claro para vocês que ainda não escolhi o meu ministro da Saúde", alertou, diante de uma plateia formada por nomes de peso, como o cardiologista Adib Jatene. E acrescentou: "Mas ele (o novo ministro) honrará a tradição de Temporão e Adib Jatene".

"O anúncio precipitado do nome de Côrtes o fez, provavelmente, dormir ministro e acordar sem a pasta", resumiu o deputado Rocha Loures (PR). Em reunião na Câmara, as lideranças do PMDB rejeitaram endossar o nome do secretário de Saúde do Rio. Se a presidente quiser mantê-lo, ele entra como parte de sua "cota pessoal", disseram.

Foi o próprio governador Cabral que, no Rio, anunciou formalmente a suposta escolha de Sérgio Côrtes para suceder a José Gomes Temporão. "Foi feito o convite por mim, em nome da presidente, e ele aceitou", confirmou Cabral na terça-feira à tarde, no Rio. No encontro da noite anterior, na Granja do Torto, Dilma advertiu o governador de que a indicação teria de passar pelo crivo do PMDB na Câmara e no Senado.

Fato consumado. Em conversas reservadas, integrantes da equipe de transição entendem que Cabral quis "criar um fato consumado" e acabou causando desconforto político na aliança governista. O presidente do PMDB, Michel Temer, não escondeu sua contrariedade com o anúncio de Côrtes – ele sequer participou da reunião em que o assunto foi tratado. Segundo seu relato, Cabral lhe telefonou para dizer que o pedido partiu de Dilma. "Ele disse: ‘Ó Temer, não procurei ninguém (do partido) porque isso foi cota pessoal. Ela (a presidente) me chamou, queria um técnico para a Saúde, disse que aprecia muito o trabalho de Sérgio Côrtes e, portanto, entrava na cota pessoal dela’", afirmou o vice eleito. Além disso, a cúpula do PT descobriu que há várias denúncias contra a gestão de Côrtes na Saúde do Rio.

Sabendo da contrariedade da bancada, Temer pediu licença a Cabral para relatar a conversa ao partido. "Pode divulgar", respondeu Cabral.

O PMDB adianta que não pretende ser "barriga de aluguel" para abrigar o indicado de Sérgio Cabral. Assim como Nelson Jobim, na Defesa, não pode ser creditado à conta do partido, o mesmo se aplicaria no caso da Saúde. Ao final do encontro da bancada, ontem, o líder do partido na Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), foi evasivo sobre a manutenção da indicação de Côrtes: "Pode ser que sim, pode ser que não."

Fonte:ESTADÃO

COLABORARAM ANDREA JUBÉ VIANNA, DENISE MADUEÑO e CHRISTIANE SAMARCO.


Governo quer baratear acesso à internet de alta velocidade

Governo quer baratear acesso à internet de alta velocidade

Setores da saúde veem em Côrtes 'viés' privatista e temem pelo SUS

Receio é de que ele transforme o modelo de parceria público-privada adotado no Rio num movimento nacional

01 de dezembro de 2010
Lígia Formenti / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Mais do que a frustração de petistas que cobiçavam o cargo, a indicação do secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, para ministro do setor no governo Dilma provocou inquietação de integrantes do movimento sanitário do País.

Gustavo Pellizzon/Agência o Globo
Gustavo Pellizzon/Agência o Globo
Mira. Para petistas, Côrtes traz risco de terceirização da saúde

Pai de uma das bandeiras de campanha da presidente eleita na área de saúde, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Côrtes é visto como defensor da ampliação da participação do setor privado na saúde pública - algo considerado por grupos mais tradicionais como um ataque ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O receio desses setores é de que o futuro ministro transforme num movimento nacional o modelo de parceria público-privada na saúde que, no Rio, conta com as organizações sociais.

Côrtes, que já foi interventor na Saúde do Rio durante a gestão do ministro petista Humberto Costa - primeiro ocupante da pasta no governo Lula - e diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), ao assumir a secretaria do Rio não economizou críticas ao sistema de funcionamento dos hospitais.

Para ele, a melhor forma de profissionalizar e garantir qualidade no atendimento era alterar a forma de gestão. Substituiu laboratórios de hospitais pelo serviço de empresas contratadas. Tentou, a exemplo de outros secretários, reduzir as cooperativas. Mas não conseguiu.

Além de considerarem exagerada a defesa pela terceirização da saúde, sanitaristas desprezam a proposta das UPAs criada por Côrtes e encampada por Dilma. A ênfase no atendimento de urgência, afirmam, é uma medida que está longe de resolver problemas. Em termos de custo-benefício, o ideal seria investir pesado na assistência básica.

Para petistas, Côrtes representa mais do que uma simples ameaça de terceirização do sistema de saúde. O grupo, que teve de abrir mão do comando da pasta para o PMDB ainda no primeiro mandato de Lula, nunca mais conseguiu reaver a área.



AGÊNCIA BRASIL


Paulo Bernardo assumirá Comunicações

Posted: 30 Nov 2010 09:01 PM PST

Atual ministro do Planejamento foi escolhido hoje por Dilma

Do R7

O atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, assumirá a pasta das Comunicações no governo da presidente eleita Dilma Rousseff. O ministro já influenciou na pasta quando, em setembro, atuou para conter uma crise nos Correios.

A indicação dele para a pasta, até então com o PMDB, dependeu de uma negociação com aquele partido. Agora, o ministério das Cidades, até então com o PR, deve ficar com os peemedebistas.

Entre os desafios que terá na pasta, Bernardo terá que tratar das concessões de rádio e TV, da implantação do Plano Nacional de Banda Larga e vai cuidar da nova lei de comunicação eletrônica.

Petista do núcleo duro do governo, Bernardo foi cotado até para substituir Erenice Guerra na Casa Civil. O ministro desfruta da credibilidade e do respeito do presidente Lula, que tem recorrido a ele quando tem nas mãos um problema para resolver. Após a vitória de Dilma, o nome de Bernardo voltou a ser cotado para a Casa Civil, mas o cargo acabou com o coordenador da campanha de Dilma Antonio Palocci.”
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Valadares é convidado para Turismo para abrir posto para Dutra

Posted: 30 Nov 2010 08:30 PM PST

Convite foi intermediado por ministro das Relações Institucionais. Do PSB, Valadares cederá vaga no Senado para presidente do PT

Adriano Ceolin e Andréia Sadi, iG

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) foi convidado pela presidenta eleita Dilma Rousseff para assumir o Ministério do Turismo no lugar de Luiz Barreto, ligado ao PT de São Paulo. O convite teria sido intermediado pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em conversa no início da tarde desta terça-feira.
Num primeiro momento, Valadares foi cotado para ficar com o novo Ministério da Micro e Pequena Empresa, promessa de campanha de Dilma. Ele, porém, rechaçou a proposta para esta vaga. Segundo fontes do partido, ele teria dito ao presidente do PSB que “não queria ser uma rainha da Inglaterra” e, a depender do ministério, prefere ficar no Senado. O Turismo então, passou a ser opção para Valadares, transformando o assessor de Dilma Alessandro Teixeira em alternativa para ficar com a pasta de Micro e Pequena Empresa.
Valadares confirmou ao iG que esteve com Padilha hoje, embora tenha investido na tese de que foi tratar de emendas da bancada de Sergipe."Estive com Padilha porque sou coordenador da bancada de Sergipe. Fui levar para ele a relação das emendas que ainda não foi empenhadas", disse ele. Valadares disse que não tratou do assunto de ministério com Padilha. "Assunto de ministério está sendo tratado pelo Eduardo Campos", afirmou. Padilha também negou que tenha falado sobre montagem de governo com Valadares.”
Foto: Agência Estado
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Em documentos confidenciais, EUA atacam soberania do Itamaraty

Posted: 30 Nov 2010 01:12 PM PST

Seis telegramas confidenciais de diplomatas dos Estados Unidos indicam que a Casa Branca considera o Ministério das Relações Exteriores do Brasil como um adversário que adota uma "inclinação antinorte-americana". Segundo esses documentos, os EUA enxergam o ministro da Defesa, Nelson Jobim, como “talvez um dos mais confiáveis líderes no Brasil”, em contraposição ao “quase inimigo” Itamaraty.

Vermelho.org

Não há nos telegramas confidenciais nenhuma menção a atos ilícitos nas relações bilaterais Brasil-EUA. São apenas descrições de encontros, almoços e reuniões. Os telegramas fazem parte de um lote de 1.947 documentos elaborados pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, sobretudo na última década. Os despachos foram obtidos pela organização não-governamental WikiLeaks, que divulgará as íntegras desses papéis nesta terça-feira (30).
Num dos telegramas, de 25 de janeiro de 2008, o então embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Clifford Sobel, relata aos seus superiores como havia sido um almoço mantido dias antes com Nelson Jobim. Nesse encontro, o ministro brasileiro teria contribuído para reforçar a imagem negativa do Itamaraty perante os americanos.

Indagado sobre acordos bilaterais entre os dois países, Jobim citou o então secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães. Segundo o relato produzido por Sobel, "Jobim disse que Guimarães 'odeia os Estados Unidos' e trabalha para criar problemas na relação [entre os dois países]".
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A cara do governo

A cara do governo

AS ELEIÇÕES NO BRASIL


Respirar é possível

BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS

Para governos "desalinhados" do continente e para as classes sociais que os levaram ao poder, as eleições no Brasil foram um sinal de esperança

As eleições no Brasil tiveram uma importância internacional inusitada. As razões diferem consoante a perspectiva geopolítica que se adote. Vistas da Europa, as eleições tiveram significado especial para os partidos de esquerda. A Europa vive uma grave crise, que ameaça liquidar o núcleo duro da sua identidade: o modelo social europeu e a social-democracia. Apesar de estarmos diante de realidades sociológicas distintas, o Brasil ergueu nos últimos oito anos a bandeira da social-democracia e reduziu significativamente a pobreza. Fê-lo reivindicando a especificidade do seu modelo, mas fundando-o na mesma ideia básica de combinar aumentos de produtividade econômica com aumentos de proteção social. Para os partidos que, na Europa, lutam pela reforma do modelo social, mas não por seu abandono, as eleições no Brasil vieram trazer um pouco mais de ar para respirar. No continente americano, as eleições no Brasil tiveram uma relevância sem precedentes. Duas perspectivas opostas se confrontaram. Para o governo dos EUA, o Brasil de Lula foi um parceiro relutante, desconcertante e, em última análise, não fiável. Combinou uma política econômica aceitável (ainda que criticável por não ter continuado o processo das privatizações) com uma política externa hostil. Para os EUA, é hostil toda política externa que não se alinhe integralmente com as decisões de Washington. Tudo começou logo no início do primeiro mandato de Lula, quando este decidiu fornecer meio milhão de barris de petróleo à Venezuela de Hugo Chávez, que nesse momento enfrentava uma greve do setor petroleiro, depois de ter sobrevivido a um golpe em que os EUA estiveram envolvidos. Tal ato significou um tropeço enorme na política americana de isolar o governo Chávez. Os anos seguintes vieram confirmar a pulsão autonomista do governo Lula. O Brasil manifestou-se veementemente contra o bloqueio a Cuba; criou relações de confiança com governos eleitos, mas considerados hostis -Bolívia e Equador-, e defendeu-os de tentativas de golpes da direita, em 2008 e em 2010. O país também promoveu formas de integração regional, tanto no plano econômico como no político e militar, à revelia dos EUA, e, ousadia das ousadias, procurou relacionamento independente com o governo "terrorista" do Irã. Na década passada, a guerra no Oriente Médio fez com que os EUA "abandonassem" a América Latina. Estão hoje de volta, e as formas de intervenção são mais diversificadas do que antes. Dão mais importância ao financiamento de organizações sociais, ambientais e religiosas com agendas que as afastem dos governos hostis a derrotar, como acaba de ser documentado nos casos da Bolívia e do Equador. O objetivo é sempre o mesmo: promover governos totalmente alinhados. E as recompensas pelo alinhamento total são hoje maiores que antes. A obsessão de Serra com o narcotráfico na Bolívia (um ator secundaríssimo) era o sinal do desejo de alinhamento. A visita de Hillary Clinton e a confirmação, pouco antes das eleições, de um embaixador duro ("falcão"), Thomas Shannon, são sinais evidentes da estratégia americana: um Brasil alinhado com Washington provocaria, como efeito dominó, a queda dos outros governos não alinhados do subcontinente. O projeto se mantém, mas, por agora, ficou adiado. A outra perspectiva sobre as eleições foi o reverso da anterior. Para os governos "desalinhados" do continente e para as classes e movimentos sociais que os levaram democraticamente ao poder, as eleições brasileiras foram um sinal de esperança: há espaço para política regional com algum grau de autonomia e para um novo tipo de nacionalismo, que aposta em mais redistribuição da riqueza coletiva.

BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, 69, sociólogo português, é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). É autor, entre outros livros, de "Para uma Revolução Democrática da Justiça" (Cortez, 2007).

Artigo enviado pelo colaborador oevandro, a quem agradeço.